CRIME CONTRA MENOR: SUSPEITO DETIDO E FAMÍLIA DENUNCIA CLIMA DE INTIMIDAÇÃO
A detenção de um cidadão acusado de abuso de um menor de 8 anos, no município do Sambizanga, trouxe algum alívio à família da vítima, mas expôs um cenário preocupante de ameaças e insegurança, numa situação que levanta sérias questões sobre a protecção das crianças e o acompanhamento às vítimas.
A Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) da Polícia Nacional de Angola apresentou, na terça-feira, 22 de Abril, o cidadão Jaime Ribeiro da Costa, conhecido por “Jaimito”, apontado como autor de um crime ocorrido a 21 de Novembro de 2025.
Segundo dado do pai da vítima, o suspeito terá recorrido à intimidação com recurso a uma arma branca para submeter o menor, conduzindo-o posteriormente a um local isolado, onde terá cometido o acto criminoso. Após os factos, colocou-se em fuga, permanecendo foragido durante vários meses, até à sua recente captura.
O porta-voz da DIIP, intendente Quintino Ferreira, esclareceu que o processo investigativo esteve sempre activo e que o mandado de captura já havia sido emitido, contrariando a percepção inicial de ausência de acção por parte das autoridades.
Apesar da detenção, o caso continua a gerar apreensão no seio da família da vítima. O pai do menor, Sipriano Chitemba, relatou episódios de intimidação protagonizados por alegados associados do suspeito.
“Atiraram blocos à minha casa, feriram a minha esposa e tentaram arrombar a porta com uma catana. Vivemos com medo”, afirmou.
O progenitor revelou ainda que, antes da actuação policial, empreendeu buscas por conta própria na tentativa de localizar o suspeito, evidenciando o desespero e a fragilidade em que se encontrava a família.
A exposição pública do caso, através de um vídeo divulgado pela mãe da criança, acabou por amplificar a pressão social, numa altura em que o andamento do processo não era do conhecimento dos familiares.
Este episódio volta a trazer ao centro do debate a necessidade de reforço dos mecanismos de protecção às vítimas, sobretudo menores, bem como a importância de garantir segurança às famílias durante o decurso dos processos judiciais.
As autoridades asseguram que o caso seguirá os trâmites legais até à sua conclusão, reiterando o compromisso no combate a crimes desta natureza e apelando à denúncia de situações semelhantes, como forma de proteger os mais vulneráveis e preservar a ordem social.
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