CRISE DE RECRUTAS LEVA COREIA DO SUL A DISCUTIR SERVIÇO MILITAR PARA MULHERES
Queda da população jovem e avanço tecnológico pressionam Seul a repensar o actual modelo de recrutamento
A redução acelerada da população jovem está a obrigar a Coreia do Sul a repensar o seu sistema de recrutamento militar. Entre as propostas em debate está a possibilidade de tornar obrigatório o serviço militar para as mulheres, medida que já conta com o apoio de quase 60% da população.
Actualmente, o serviço militar obrigatório é destinado aos homens fisicamente aptos, que cumprem entre 18 e 21 meses nas Forças Armadas. As mulheres podem integrar a instituição, mas apenas de forma voluntária.
Segundo dados do Ministério da Defesa, o número de homens disponíveis para o recrutamento caiu de cerca de 332 mil, em 2019, para 257 mil, em 2022. A previsão é que o número desça para aproximadamente 120 mil até 2043, agravando a falta de efectivos.
Uma pesquisa divulgada pelo Reform Institute mostra que 59,9% dos sul-coreanos defendem a alteração da lei para incluir as mulheres no serviço obrigatório. Entre os homens dos 20 e 30 anos, o apoio chega a 71,7%.
Apesar do crescente apoio, a proposta divide opiniões. Especialistas alertam que as mulheres continuam a assumir grande parte das responsabilidades familiares, enquanto outros defendem que a solução deve passar pelo reforço de tecnologias como drones, robôs e sistemas não tripulados.
O Governo sul-coreano prepara uma reforma do sistema de defesa nacional, num momento em que a crise demográfica e a modernização militar colocam em causa o actual modelo de recrutamento.





































