ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DA RÚSSIA SÃO ALVO DE ATAQUE HACKER
Segundo o chefe da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, o sistema de votação online de Moscou, a capital russa, foi alvo de um forte ataque durante a noite, mas a situação foi controlada.
Em comunicado, o Ministério Digital da Rússia disse que também houve uma tentativa de sabotar as linhas de comunicação no extremo leste do país para interromper a realização das eleições.
Estas são as primeiras eleições da Rússia desde o começo da guerra com a Ucrânia, em fevereiro de 2022. Os russos começaram a votar nesta sexta-feira (18) e a votação durará três dias.
Além dos russos, ucranianos que vivem em regiões ocupadas pelas tropas do país vizinho também tiveram que ir às urnas. Imagens mostram zonas eleitorais sob a vigia de militares armados com fuzis.
O primeiro dia de votação começou com o lançamento de 350 drones ucranianos contra a região de Moscou, anunciou o prefeito da capital russa, mas a maioria foi interceptada e destruída.
A eleição vai renovar as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, e durará até Domingo, 20, às 21h00, hora local. Os resultados devem começar a sair logo depois.
As eleições servirão para o Kremlin medir o nível de apoio popular a uma guerra cujas consequências foram sentidas com mais força do que nunca neste ano.
Putin governa o país desde a véspera do Ano Novo de 1999 e seu partido, Rússia Unida, domina a política do país desde o início dos anos 2000.
Poucos na Rússia duvidam da vitória do partido de Putin, que votou electronicamente nesta sexta-feira, segundo imagens da televisão pública do país.
O partido Rússia Unida enfrenta apenas legendas que apoiam a maioria das políticas de Putin e a guerra na Ucrânia: o Partido Comunista, o nacionalista LDPR, Rússia Justa e o liberal Gente Nova.
O partido Yabloko, que pede o fim da guerra, foi excluído da disputa pouco antes da votação. Um de seus principais dirigentes, Lev Shlosberg, foi preso por criticar o conflito.
Em um breve discurso exibido na televisão na noite de quarta-feira, Putin conclamou os cidadãos a votar para mostrar às tropas que "por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas" e para dar uma "resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia".




































