JOÃO LOURENÇO DESTACA RECONCILIAÇÃO COMO PILAR DA CONSTRUÇÃO NACIONAL
O Presidente da República, João Lourenço, decretou Luto Nacional de um dia, na sexta-feira, 22 de Maio, em memória das vítimas dos conflitos políticos que marcaram a história de Angola entre 1975 e 2002, defendendo a reconciliação nacional, o perdão e a preservação da memória colectiva como caminhos para consolidar a paz.
Numa mensagem dirigida à Nação, o Chefe de Estado destacou que Angola viveu períodos marcados por profundas divisões e episódios dolorosos que deixaram marcas na sociedade, sublinhando, contudo, que o país tem sabido consolidar a paz e fortalecer a reconciliação nacional ao longo dos últimos 24 anos.
O Presidente recordou a criação da Comissão Interministerial para as Vítimas dos Conflitos Políticos, encarregue de conduzir o processo de localização, identificação e entrega de restos mortais de cidadãos mortos durante os conflitos que assolaram o país entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002.
Segundo o estadista, a entrega de ossadas aos familiares representa um acto de dignidade humana, memória colectiva e reparação moral, permitindo que muitas famílias realizem cerimónias fúnebres condignas após décadas de incerteza.
“Perdoar e abraçar é o caminho certo para nos erguermos como Nação reconciliada”, destacou o Presidente, defendendo que a reconciliação só será plena se assentar na verdade, na transparência e no reconhecimento dos erros do passado.
Na mensagem, o Chefe de Estado alertou igualmente para a necessidade de impedir que tragédias semelhantes voltem a repetir-se em Angola, defendendo o combate a qualquer forma de conflito político, étnico ou religioso susceptível de colocar em causa a paz e a integridade dos cidadãos.
O Presidente reforçou ainda que falar dos conflitos do passado não deve continuar a ser um tabu, defendendo uma abordagem orientada para a aprendizagem histórica, prevenção de novos erros e fortalecimento da unidade nacional.
A encerrar a sua mensagem, João Lourenço apelou aos angolanos à humildade, ao arrependimento, ao perdão e à renovação da esperança, reafirmando o compromisso de construção de uma Angola assente na justiça, paz, reconciliação e desenvolvimento.





































