LUANDA RECEBE O MUNDO DE BRAÇOS ABERTOS: CHEGADA DE CRUZEIROS REACENDE ESPERANÇA NO TURISMO NACIONAL
A cidade de Luanda viveu, no último Domingo, 05, um momento de encanto e oportunidade com a chegada de dois navios de cruzeiro transportando cerca de 300 turistas. A breve escala, carregada de simbolismo, reforça o potencial turístico de Angola e reacende a esperança num sector que se afirma como motor de desenvolvimento.
Vindos de diferentes pontos do mundo, os visitantes desembarcaram no Porto de Luanda trazendo consigo curiosidade, entusiasmo e olhares atentos sobre uma cidade que se abre, cada vez mais, ao turismo internacional.
Para a directora provincial da Cultura e Turismo, Gersy Pegado, a presença dos turistas representa muito mais do que números. É, segundo destacou, “uma janela de oportunidades muito grande” para o país, numa altura em que Luanda se afirma como paragem regular no circuito de cruzeiros internacionais.
Ao longo dos últimos anos, mais de 60 navios já atracaram na capital, um sinal claro de que Angola começa a ganhar espaço no mapa global do turismo. E, por detrás de cada escala, há histórias, culturas e encontros que enriquecem tanto quem chega quanto quem acolhe.
Os turistas, maioritariamente provenientes da Suíça, Estados Unidos e Inglaterra, foram integrados em diversos circuitos cuidadosamente preparados para revelar a alma da cidade. Entre os destinos visitados, destacam-se o Museu de Antropologia, a Fortaleza de São Miguel, o Palácio de Ferro e a emblemática Ilha de Luanda.
Cada paragem é uma viagem no tempo, um mergulho na identidade cultural angolana, onde a história, a música, a dança e a gastronomia se entrelaçam para contar ao mundo quem somos.
Segundo José Cabral, responsável pela logística da operação, o percurso do navio incluiu escalas na Namíbia, Baía dos Tigres e Moçâmedes, antes de chegar a Luanda. Para o responsável, o aumento do número de cruzeiros é reflexo do trabalho conjunto entre o sector público e privado.
“Cada navio que chega dá visibilidade a Angola e mostra que temos capacidade para receber embarcações de grande porte”, afirmou, com confiança no crescimento contínuo do sector.
A bordo, o comandante Adrian Firsov destacou que o principal objectivo é proporcionar experiências inesquecíveis aos passageiros, ainda que a passagem por Luanda seja breve. O navio permanecerá apenas um dia antes de seguir viagem rumo a Cabo Verde, numa travessia que deverá durar cerca de sete dias.
Mas, mesmo em poucas horas, a cidade deixa marcas. Nos sorrisos trocados, nas paisagens contempladas e nas histórias partilhadas, constrói-se uma ponte invisível entre Angola e o mundo.
Esta escala não é apenas uma paragem, é um sinal de que o país está no caminho certo, a abrir portas, a mostrar a sua riqueza cultural e a afirmar-se como destino turístico de excelência.
Luanda, mais do que acolher turistas, começa a conquistar corações.





































