POLÍCIA QUEBRA SILÊNCIO SOBRE UÍGE E DIZ QUE USO DA FORÇA SEGUIU PROTOCOLO LEGAL

A Polícia Nacional justificou nesta quinta-feira, 20, em Luanda, a intervenção policial registada durante os incidentes no Uíge, assegurando que a resposta das forças de segurança respeitou os níveis de intervenção previamente definidos e teve em conta o grau de risco identificado no local.

Imagem: Novo Jornal

Em conferência de imprensa, o porta-voz da Polícia Nacional, comissário Orlando Bernardo, afirmou que foi accionado o protocolo correspondente à situação, tendo em consideração a natureza da ocorrência e o nível de ameaça identificado pelas autoridades.

O responsável sublinhou que o recurso à força não constitui um objectivo da Polícia, mas sim um instrumento legal previsto para situações em que outros mecanismos de intervenção se revelem insuficientes para garantir a reposição da ordem pública e a protecção de pessoas e bens.

“A Polícia Nacional actua dentro do quadro legal que regula a sua missão e não se deixará intimidar por qualquer tentativa de pressão, manipulação ou descredibilização da sua actuação institucional”, afirmou Orlando Bernardo.

A posição da Polícia surge na sequência dos acontecimentos registados durante os preparativos do acto central alusivo ao aniversário do nascimento de Jonas Malheiro Savimbi, fundador da UNITA, previsto para realizar-se no último Sábado, na cidade do Uíge.

Os incidentes geraram críticas e acusações de diferentes sectores políticos e sociais relativamente à actuação das forças policiais, colocando novamente no centro do debate a utilização da força durante manifestações e actos de natureza política.

Com o esclarecimento apresentado, a Polícia Nacional procura reafirmar que a intervenção realizada no Uíge esteve enquadrada nos procedimentos operacionais e legais aplicáveis à manutenção da ordem pública.