UPRA QUEBRA O SILÊNCIO E NEGA QUALQUER VÍNCULO COM DOCENTE UNIVERSITÁRIO QUE SE ENVOLVEU COM ESTUDANTE

A Universidade Privada de Angola (UPRA), negou qualquer vínculo com o professor que aparece em um vídeo que circula nas redes sociais, onde o docente universitário aparece no quarto de uma hospedaria na companhia de uma estudante.

Imagem: O País

Perante a circulação das imagens, a Universidade Privada de Angola (UPRA) emitiu um comunicado no qual esclarece que a pessoa mencionada nas publicações já não integra o seu corpo docente e não mantém actualmente qualquer vínculo profissional com a instituição.

A universidade sublinha, entretanto, que não pretende antecipar conclusões sobre a veracidade das informações que circulam nas redes sociais.

A UPRA afirma repudiar qualquer forma de assédio, abuso de autoridade, coacção ou aproveitamento indevido da relação entre docentes e estudantes, considerando tais comportamentos incompatíveis com os princípios éticos e os valores defendidos pela instituição.

A Reitoria reafirma ainda o compromisso com a integridade, o respeito, a responsabilidade e a protecção da dignidade dos membros da comunidade académica.

Universidade apela à responsabilidade nas redes sociais

No mesmo comunicado, a UPRA apelou aos utilizadores das redes sociais para evitarem a exposição indevida das pessoas envolvidas e a divulgação de informações cuja autenticidade não tenha sido confirmada.

Até ao momento, permanece por esclarecer quem realizou a abordagem, em que circunstâncias ocorreu a intervenção e se os indivíduos envolvidos pertencem efectivamente ao MININT.

A eventual confirmação das alegações dependerá de um pronunciamento das autoridades competentes e de uma investigação capaz de determinar os factos, responsabilidades e circunstâncias que envolvem o episódio.

Nas imagens, cuja autenticidade não foi confirmada oficialmente, o docente é confrontado por indivíduos que se apresentam como supostos efectivos do MININT. Durante a abordagem, o professor é agredido, e em alguns momentos aparenta não apresentar resistência.

O vídeo é acompanhado por alegações de que o encontro estaria relacionado com uma suposta troca de favores de natureza sexual por melhores classificações académicas. Contudo, estas alegações não foram oficialmente confirmadas e devem ser tratadas como suspeitas enquanto não houver uma investigação que determine os factos.

A divulgação das imagens levantou igualmente questões sobre a eventual conduta dos indivíduos que aparecem no vídeo, nomeadamente quanto aos métodos utilizados durante a abordagem e ao recurso à violência.