ADÃO DE ALMEIDA DEFENDE RESPOSTA URGENTE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E REFORÇO DAS POLÍTICAS AMBIENTAIS

O presidente da Assembleia Nacional Adão de Almeida defendeu nesta quarta-feira, 29, em Luanda, uma resposta urgente, coordenada e sustentável às alterações climáticas, alertando que os seus efeitos já são uma realidade em Angola, com impactos directos na segurança alimentar, no abastecimento de água, na economia e na qualidade de vida das populações.

Imagem: TV Parlamento

As declarações foram proferidas durante a abertura da II Conferência Parlamentar sobre o Ambiente, promovida pela Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente (10.ª Comissão de Trabalho Especializada), que reúne deputados, especialistas, representantes de instituições públicas e parceiros internacionais para debater os principais desafios ambientais que o país enfrenta.

Na sua intervenção, Adão de Almeida afirmou que as alterações climáticas deixaram de representar uma ameaça futura para se tornarem uma realidade quotidiana, cujos efeitos já se fazem sentir em várias regiões de Angola, exigindo uma resposta firme e articulada por parte das instituições do Estado e da sociedade.

O presidente da Assembleia Nacional destacou que fenómenos como as secas prolongadas, as inundações recorrentes, a desertificação e a erosão costeira têm provocado consequências significativas para as comunidades, afectando a produção agrícola, a disponibilidade de recursos hídricos, as infra-estruturas e o desenvolvimento económico.

Perante este cenário, defendeu a implementação de políticas públicas mais eficazes, o fortalecimento do quadro legislativo ambiental e o aumento do financiamento destinado a projectos de adaptação e mitigação dos efeitos das alterações climáticas. 

Sublinhou igualmente a importância de reforçar a cooperação internacional, considerando que o combate às mudanças climáticas exige uma acção conjunta entre os Estados.

Adão de Almeida apelou ainda ao envolvimento dos parlamentares na criação de instrumentos legais que promovam a protecção dos recursos naturais, o desenvolvimento sustentável e a resiliência das comunidades mais vulneráveis, defendendo que o Parlamento deve assumir um papel activo na construção de soluções para os desafios ambientais.

A II Conferência Parlamentar sobre o Ambiente decorre num momento em que Angola intensifica os esforços para cumprir os compromissos internacionais em matéria de sustentabilidade e acção climática, procurando conciliar o crescimento económico com a preservação do ambiente e a melhoria da qualidade de vida das actuais e futuras gerações.