NEPAL DECRETA LUTO ENQUANTO BUSCAS TENTAM LOCALIZAR MILHARES DE DESAPARECIDOS
O Nepal cumpre esta segunda-feira,07, um dia de luto pelas vítimas das cheias repentinas que atingiram o país e o Tibete, num momento em que as equipas de resgate intensificam as buscas por sobreviventes.
As bandeiras foram colocadas a meia-haste nos edifícios públicos, enquanto familiares das vítimas realizam cerimónias de luto, 13 dias depois das inundações que devastaram várias zonas do Nepal.
As operações de salvamento concentram-se actualmente em 12 projectos hidroeléctricos, onde, segundo as autoridades, cerca de 900 trabalhadores continuam desaparecidos e aproximadamente 500 poderão estar presos em túneis.
Em Catmandu, familiares de trabalhadores desaparecidos manifestaram-se junto dos gabinetes do primeiro-ministro e de vários ministérios, exigindo que o Governo acelere as operações de busca e salvamento.
Apesar das dificuldades, as equipas de resgate mantêm a esperança de encontrar sobreviventes. No fim-de-semana, três trabalhadores foram retirados com vida de túneis de uma central hidroeléctrica, enquanto, nos dias anteriores, outros três trabalhadores, incluindo um cidadão chinês, também foram resgatados.
Equipas especializadas do Nepal, Índia, China, Coreia do Sul e Estados Unidos participam nas operações, vasculhando estruturas destruídas, grandes quantidades de detritos e túneis parcialmente soterrados.
O especialista australiano em operações de salvamento Arnold Dix classificou a operação como um desafio sem precedentes, devido ao elevado número de locais que precisam de ser investigados simultaneamente.
O Exército nepales garante que as buscas prosseguem sem redução do ritmo e estão concentradas em três frentes: terra, ar e túneis.
Para as famílias, o resgate de sobreviventes mantém viva a esperança, enquanto outras já realizaram funerais simbólicos devido à ausência dos corpos dos seus entes queridos.
O Nepal, de maioria hindu, observa tradicionalmente um período de luto de 13 dias. Nesta segunda-feira, último dia desse período, são realizados rituais destinados a homenagear e prestar orações pelas vítimas.
O desastre já provocou mais de 1.300 mortos e deixou cerca de 5.000 pessoas desaparecidas.




































