CANCELAMENTOS SUCESSIVOS E MUDANÇAS DE HORÁRIO DEIXAM PASSAGEIROS AGASTADOS
As mudanças de horários e cancelamentos sucessivos, na ligação aérea entre Cabinda e Luanda, tem deixado passageiros a permanecerem durante dias no aeroporto da província mais a norte do país.
Apesar de disponibilizar quatro serviços diários, num total de 24 voos semanais para a província de Cabinda, a TAAG tem enfrentado, nos últimos dias, sérios constrangimentos operacionais que dificultam as deslocações entre Cabinda e Luanda.
Os passageiros queixam-se sobretudo dos sucessivos cancelamentos, adiamentos e alterações dos horários, muitas vezes sem comunicação atempada. A situação tem provocado momentos de tensão no aeroporto local, com utentes a exigirem respostas e soluções para os constrangimentos enfrentados.
O deputado do círculo provincial da UNITA em Cabinda, Lourenço Lumingo, considera que, actualmente, ter um bilhete de passagem com o respectivo OK já não constitui garantia de viagem, devido à possibilidade de o voo ser cancelado a qualquer momento.
Segundo o parlamentar, alguns passageiros chegam a permanecer entre dois e três dias no aeroporto sem receber informações claras sobre a retoma das viagens.
Recentemente, cerca de 40 pessoas que se deslocaram a Cabinda em missão pastoral juntaram-se a outros passageiros afectados pelos cancelamentos e protagonizaram um protesto no aeroporto Maria Mambo Café. Os manifestantes reclamavam o regresso a Luanda e exigiam da companhia aérea informações concretas sobre as reprogramações.
Os passageiros criticaram igualmente a falta de assistência e comunicação por parte da transportadora, tendo exigido uma resposta rápida para a situação.
Face aos constrangimentos, uma comissão do Conselho de Administração da TAAG deslocou-se a Cabinda para avaliar a situação e procurar soluções em conjunto com as autoridades locais.
A delegação, chefiada pelo administrador para o Pelouro Comercial, Joelson Vasconcelos, manteve um encontro de trabalho com o vice-governador de Cabinda para o Sector Económico, Francisco Chimbavo, que representou a governadora Suzana Abreu.
À saída do encontro, Joelson Vasconcelos reconheceu a gravidade dos constrangimentos e assegurou que a TAAG está a trabalhar num plano de contingência para acomodar os passageiros afectados e minimizar os impactos dos cancelamentos na ligação entre Cabinda e Luanda.




































