YURI REBELO ABRE NOVAS FRENTES DE COOPERAÇÃO PARA A JUVENTUDE ANGOLANA EM PORTUGAL

Bolsas de estudo, estágios, intercâmbio e empregabilidade estão entre as prioridades discutidas com o Conselho Nacional de Juventude de Portugal

DR- PONTO DE SITUAÇÃO

O Secretário-Geral do Conselho Nacional de Juventude de Angola (CNJ), Yuri Carlos Rebelo, defendeu, esta quinta-feira, em Lisboa, o reforço da cooperação juvenil entre Angola e Portugal, com foco na criação de oportunidades concretas para os jovens.

A posição foi manifestada durante um encontro com o Presidente do Conselho Nacional de Juventude de Portugal, Francisco Garcia, que serviu para abordar possibilidades de cooperação nas áreas da educação, formação técnico-profissional, empregabilidade, primeiro emprego, estágios e mobilidade académica e profissional.

Entre as prioridades apresentadas por Yuri Rebelo estão a identificação de bolsas de estudo para jovens angolanos, programas de intercâmbio e formação, bem como o acesso a iniciativas europeias, com destaque para o Erasmus+ e o Corpo Europeu de Solidariedade.

O dirigente juvenil angolano defendeu igualmente uma participação mais activa da juventude nos processos de decisão e nos espaços internacionais de cooperação, particularmente no âmbito dos PALOP e da CPLP.

A visita incluiu ainda uma passagem pelas instalações do CNJ Portugal, onde Yuri Rebelo conheceu o funcionamento da instituição e os mecanismos de representação das organizações juvenis portuguesas. No final, Francisco Garcia ofereceu ao CNJ Angola um símbolo comemorativo dos 41 anos do Conselho Nacional de Juventude de Portugal.

Estudantes angolanos apresentam preocupações

Ainda em Lisboa, Yuri Rebelo reuniu-se com representantes da Associação dos Estudantes Angolanos em Portugal (AEAP), para auscultar as principais preocupações dos estudantes e jovens angolanos residentes naquele país.

No encontro, realizado no Hotel 3K Europa, os representantes da associação destacaram questões relacionadas com empregabilidade, empreendedorismo, aproveitamento das competências adquiridas no exterior e reinserção dos jovens em Angola.

O Vice-Presidente da AEAP, Augusto Francisco, e a Tesoureira, Aline da Conceição, representaram a associação, na ausência do Presidente, Ayrton Pahula, que se encontrava fora de Lisboa em missão de trabalho associativo.

Os estudantes defenderam maior aproximação com o CNJ Angola e uma intervenção mais activa da organização no encaminhamento das preocupações da juventude angolana residente em Portugal.

Os contactos realizados em Lisboa reforçam, assim, a perspectiva de uma cooperação juvenil centrada na formação, mobilidade, empregabilidade e participação, aproximando a juventude angolana residente no país da comunidade estudantil e profissional angolana na diáspora.