CATOCA DEFENDE ALINHAMENTO ENTRE MINERADORAS PARA ENFRENTAR CRISE NO MERCADO DOS DIAMANTES

O presidente da Comissão Executiva (CEO) da Sociedade Mineira de Catoca, Pedro Galiano, defendeu a necessidade de um maior alinhamento entre as empresas diamantíferas que operam em Angola, com vista a enfrentar os desafios impostos pelo actual cenário do mercado mundial dos diamantes.

Imagem: Catoca

Segundo o responsável, a adopção de estratégias comuns e a regulação de factores internos podem constituir uma resposta eficaz às dificuldades externas que afectam a indústria diamantífera, marcada pela redução dos preços e pela crescente concorrência dos diamantes sintéticos.

Pedro Galiano considera que o sector precisa de actuar com maior ousadia, apostando na redução dos custos operacionais e no reforço da cadeia de valor, através do aumento da transformação local e da valorização dos recursos minerais.

O gestor alertou igualmente para o avanço dos diamantes sintéticos no mercado internacional, considerando que a sua presença já é uma realidade e continuará a exercer pressão sobre a procura e os preços do diamante natural.

“O diamante sintético é uma realidade no mercado mundial e continuará a ter impacto na comercialização do diamante natural”, advertiu.

Custos e taxas pressionam actividade mineira

Pedro Galiano revelou ainda que a estrutura de custos representa um dos principais desafios para as empresas do sector.

De acordo com o CEO da Catoca, a empresa paga actualmente cerca de 55 dólares em taxas para produzir um quilate de diamante, cujo valor médio de venda ronda os 70 dólares, situação que reduz significativamente as margens de rentabilidade.

Para o responsável, a elevada carga de custos e as diferenças existentes entre os modelos operacionais das várias empresas diamantíferas exigem uma reflexão conjunta e a adopção de medidas que permitam tornar o sector mais eficiente e competitivo.

A Sociedade Mineira de Catoca entende que o fortalecimento da cooperação entre as empresas, a redução dos custos e a expansão da cadeia de valor poderão contribuir para aumentar a resiliência da indústria diamantífera angolana num contexto internacional cada vez mais exigente.