FAF CONTESTA SANÇÃO DA FIFA E GARANTE TER LIQUIDADO DÍVIDA A PEDRO GONÇALVES

A Federação Angolana de Futebol (FAF) contestou a sanção aplicada pela FIFA, que determinou a retenção de 60% das verbas institucionais destinadas ao organismo, alegando incumprimento no pagamento de cerca de 150 mil dólares ao ex-seleccionador nacional Pedro Gonçalves e à sua equipa técnica.

A direcção liderada por Alves Simões assegura, contudo, que a dívida foi integralmente liquidada e já apresentou provas documentais à entidade máxima do futebol mundial.

A decisão da FIFA prevê o bloqueio de 60% das futuras transferências financeiras destinadas à Federação Angolana de Futebol, na sequência de um processo relacionado com alegadas remunerações em atraso e indemnizações devidas ao antigo treinador dos Palancas Negras, Pedro Gonçalves, e aos seus dois adjuntos.

Segundo a FIFA, o prazo para a regularização voluntária da dívida terminou a 14 de Julho de 2026, sem que tivesse sido registado o cumprimento da decisão, motivo que levou o organismo a avançar com a aplicação da sanção financeira.

Em resposta, a direcção da FAF rejeita a existência de incumprimento. Em comunicado, a instituição afirma que os montantes reclamados foram integralmente pagos através de transferências bancárias realizadas em Dezembro de 2025 e Março de 2026.

A federação informou ainda que comunicou formalmente o sucedido à FIFA, remetendo os respectivos comprovativos de pagamento, com o objectivo de demonstrar que as obrigações financeiras foram cumpridas e solicitar a revogação da medida disciplinar.

A posição da FAF contrasta com a decisão do organismo internacional, que mantém, para já, a retenção das verbas institucionais enquanto decorre a análise da documentação apresentada pelas autoridades do futebol angolano.

Caso a FIFA reconheça a validade dos comprovativos enviados, a sanção poderá ser levantada. Se, pelo contrário, concluir que subsistem valores em dívida ou irregularidades processuais, a retenção dos fundos poderá manter-se até à resolução definitiva do litígio.

O caso continua a gerar grande atenção no meio desportivo nacional, uma vez que as verbas provenientes da FIFA constituem uma importante fonte de financiamento para o funcionamento da Federação Angolana de Futebol, bem como para o desenvolvimento das competições, da formação e das selecções nacionais.