FIFA RETÉM 60% DAS VERBAS DA FAF POR INCUMPRIMENTO DE PAGAMENTOS A PEDRO GONÇALVES E EQUIPA TÉCNICA

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) decidiu reter 60% de todas as verbas destinadas à Federação Angolana de Futebol (FAF), na sequência do incumprimento do pagamento de dívidas ao antigo seleccionador nacional, Pedro Gonçalves, e aos seus dois treinadores-adjuntos.

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A decisão da FIFA representa um duro revés financeiro para a Federação Angolana de Futebol, actualmente liderada por Alves Simões, que passa a ver reduzidas as transferências provenientes do organismo máximo do futebol mundial devido ao incumprimento das suas obrigações contratuais.

Segundo informações divulgadas pelo jornal A Bola, a FIFA irá reter 20% das verbas por cada credor, totalizando 60% das transferências financeiras destinadas à FAF.

A sanção manter-se-á até que a federação regularize os mais de 100 mil dólares devidos ao antigo seleccionador dos Palancas Negras, Pedro Gonçalves, e os cerca de 50 mil dólares em dívida aos seus dois treinadores-adjuntos.

O prazo concedido para o pagamento voluntário terminou a 14 de Julho, sem que a FAF tivesse procedido à liquidação dos montantes ou apresentado uma solução considerada satisfatória pelas partes envolvidas.

Depois de várias tentativas de resolução amigável, Pedro Gonçalves decidiu recorrer aos mecanismos legais da FIFA. Na ocasião, o técnico português afirmou que a federação não cumpriu os compromissos assumidos, apesar dos sucessivos esforços para alcançar um entendimento.

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"A Federação simplesmente não cumpriu, apesar de todas as tentativas de acordo. A partir daí, o caso passou a estar nas mãos dos advogados e da FIFA", declarou Pedro Gonçalves.

A decisão do organismo internacional contraria igualmente as declarações anteriormente proferidas pela direcção da FAF. Em Março deste ano, o vice-presidente Paulo Magueijo assegurou, em entrevista à Rádio Cinco, que a federação não possuía qualquer dívida para com Pedro Gonçalves nem para com o antigo seleccionador Patrice Beaumelle.

A retenção das verbas poderá ter impacto na gestão financeira da FAF, afectando programas de desenvolvimento, organização das competições nacionais, formação de treinadores, apoio às selecções nacionais e outras actividades financiadas com recursos provenientes da FIFA.

O caso volta a colocar em evidência os desafios administrativos e financeiros enfrentados pela Federação Angolana de Futebol, numa altura em que o futebol nacional procura reforçar a sua credibilidade institucional e consolidar a sua presença nas competições continentais e internacionais.