JFNLA ACUSA NIMI A SIMBI DE VIOLAR ESTATUTOS E DENUNCIA ALEGADA PERSEGUIÇÃO À JUVENTUDE DO PARTIDO
A crise interna na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) voltou a ganhar expressão pública, depois de a Juventude da FNLA (JFNLA) acusar o presidente do partido, Nimi a Simbi, de alegadas violações dos Estatutos e de promover uma campanha de perseguição contra membros da organização juvenil.
As acusações foram tornadas públicas durante uma conferência de imprensa realizada na terça-feira, 14 de Julho, em Luanda, numa altura em que diferentes alas da FNLA procuram afirmar posições sobre o futuro da organização.
O ambiente de divisão ficou igualmente patente pelo facto de duas estruturas do partido terem promovido conferências de imprensa distintas, em horários diferentes, evidenciando o clima de tensão que se vive no seio da histórica força política.
Na sua declaração, a direcção da JFNLA acusou a liderança de Nimi a Simbi de adoptar práticas que, no seu entender, contrariam os Estatutos do partido e fragilizam o funcionamento democrático interno. Os responsáveis juvenis afirmam existir uma alegada marginalização de dirigentes e militantes que manifestam posições divergentes da direcção.
A organização juvenil sustenta ainda que alguns dos seus membros têm sido alvo de alegadas perseguições políticas internas, situação que, segundo considera, compromete a unidade da FNLA numa fase considerada decisiva para a preparação do próximo congresso.
As declarações surgem num contexto de crescente debate interno sobre a condução do partido e o processo de organização do VI Congresso Ordinário, evento que deverá definir a estratégia política da FNLA e eleger os seus órgãos de direcção para os próximos anos.
Até ao momento, a direcção liderada por Nimi a Simbi não reagiu publicamente às acusações tornadas públicas pela JFNLA.
A sucessão de posições divergentes evidencia as dificuldades de consenso no interior da FNLA, partido histórico da luta de libertação nacional, que procura reforçar a sua estrutura e recuperar influência no panorama político angolano, num momento em que se aproxima uma das mais importantes reuniões estatutárias da organização.




































