MARROCOS COMPLETA 50 ANOS SEM CONQUISTAR MAIOR COMPETIÇÃO AFRICANA DE FUTEBOL

O Senegal sagrou-se vencedor, no domingo, 18 de Janeiro, da 35ª edição da Taça Africana das Nações (CAN), ao derrotar Marrocos por 1-0, numa final intensa, polémica e carregada de nervo competitivo. Com este desfecho, os marroquinos prolongam para meio século o jejum sem conquistar a maior prova africana de futebol.

Imagem:SIC

Depois do título alcançado em 2021, nos Camarões, os Leões da Teranga, denominação oficial da selecção senegalesa, voltaram a escrever o seu nome na história do futebol africano, ao erguer o troféu em circunstâncias que dividiram opiniões dentro e fora das quatro linhas.

A vitória garantiu à Federação Senegalesa de Futebol um prémio de 10 milhões de dólares, enquanto a festa ultrapassou fronteiras, espalhando-se por vários países africanos, onde os amantes da bola celebraram até ao último apito.

Um dos momentos mais tensos do encontro surgiu já na recta final, quando o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor de Marrocos. O ambiente aqueceu, os protestos surgiram e a equipa do Senegal ameaçou abandonar o relvado. Foi então que Sadio Mané, com a frieza de um líder e a calma de quem já viu tudo, convenceu os colegas a regressarem ao jogo.

Chamado a converter o castigo máximo, Brahim Díaz desperdiçou a oportunidade de ouro, permitindo a defesa do guarda-redes senegalês, que se transformou, naquele instante, em muralha nacional.

Já nos prolongamentos, aos 94 minutos, Pape Gueye disparou certeiro contra a baliza marroquina, fazendo explodir de alegria os adeptos do Senegal e selando, de forma definitiva, a conquista do título.

No plano estatístico, Marrocos até foi mais atrevido: 17 remates, contra 11 do Senegal. A eficácia sorriu aos campeões. Os marroquinos enquadraram 6 remates à baliza, enquanto o Senegal conseguiu 5, suficientes para decidir o jogo.

No capítulo da posse de bola, vantagem senegalesa, com 55%, contra 45% de Marrocos. O jogo foi duro, físico e sem espaço para romantismos: 21 faltas cometidas pelo Senegal, contra 14 dos marroquinos.

No fim, valeu a lei antiga do futebol: não ganha quem joga mais bonito, ganha quem marca; é no aproveitar onde está o ganho.