NOITES DE MEDO NO NGUIMBI: ONDA DE ASSALTOS ATERRORIZA MORADORES NO ZANGO 2
Entre relatos de invasões domiciliárias, ameaças e roubos à mão armada, os moradores do bairro Nguimbi, no Zango 2, denunciam uma escalada de criminalidade que tem transformado a rotina local num verdadeiro exercício de sobrevivência.
Dona Patrícia, residente há mais de uma década, descreve um ambiente de tensão permanente.
“Nós não estamos mais a viver bem. Os jovens que decidiram ser gatunos não têm piedade de ninguém. Eu e a minha vizinha fomos assaltadas, e ainda nos ameaçaram com violação caso não entregássemos dinheiro”, contou, visivelmente abalada.
Grávida, questiona o risco extremo a que foi submetida: “Se me violassem, ficaria como? É para nos matarem?”
A moradora vai mais longe ao apontar o perfil dos suspeitos. Revela que se trata-maioritariamente de jovens com idades compreendidas entre os 17 e os 22 anos, alguns já conhecidos no bairro por práticas criminosas anteriores. “Há um menino que vivia aqui, já tinha sido preso. Ele saiu, mas o grupo dele continua a fazer estragos”, revelou.
Crimes não se limitam às residências
Mototaxistas, uma das principais fontes de sustento de muitos jovens da zona, têm sido alvos frequentes. Um dos entrevistados relatou o roubo da sua motorizada poucas horas antes: “Na sexta-feira assaltaram duas motos e levaram dinheiro ali na pracinha. Desde sábado até hoje já são quatro motas roubadas aqui perto da casa verde. Hoje foi a minha.”
O impacto da criminalidade já alterou profundamente os hábitos da população. Circular após as 21 horas tornou-se um risco evitado por muitos, numa espécie de recolher informal imposto pelo medo. Ruas outrora movimentadas mergulham agora num silêncio tenso à medida que a noite cai.
Perante este quadro, os moradores apelam com urgência à intervenção das autoridades, solicitando a instalação de uma esquadra móvel e o reforço do patrulhamento policial. Para muitos, a ausência visível das forças de segurança tem contribuído para a sensação de abandono.
Enquanto isso, o bairro Nguimbi resiste entre o medo e a esperança, aguardando respostas concretas que devolvam a tranquilidade a uma comunidade que hoje vive sitiada pela insegurança.
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