ESTRADA DO SOSSEGO VOLTA AO ABANDONO E MORADORES APELAM À INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E DO GOVERNADOR DE LUANDA
Os moradores da zona do Sossego, localizada na Comuna do Cabo Lombo, Município de Belas, voltaram a manifestar preocupação e indignação com o estado de abandono da estrada que liga o Patriota à Via Expresso até ao Lukembo, numa extensão de aproximadamente cinco quilómetros.
A reabilitação da referida via foi lançada pela primeira vez em 2020, no âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIM), durante a gestão do então administrador municipal de Belas, Miguel Silva Almeida.
Na ocasião, a empreitada tinha um prazo de execução estimado em 12 meses. Contudo, os trabalhos foram interrompidos antes da sua conclusão, sem que fossem prestados esclarecimentos públicos considerados suficientes pelos moradores.
Em 2024, o projecto voltou a ser relançado pelo então administrador municipal, Arlindo Francisco Vieira, reacendendo a esperança das famílias residentes na região. No entanto, após alguns avanços iniciais, as obras voltaram a ser suspensas e encontram-se, mais uma vez, abandonadas.
A população pede a intervenção urgente do Presidente da República, João Lourenço, e do Governador Provincial de Luanda, para que sejam apuradas as causas da paralisação da empreitada e garantida a conclusão da obra.
Segundo os munícipes, a estrada representa uma infraestrutura estratégica para a mobilidade e para o desenvolvimento económico local, servindo milhares de cidadãos que diariamente enfrentam sérias dificuldades de circulação. Durante a época chuvosa, a situação agrava-se, dificultando o acesso a escolas, unidades sanitárias, locais de trabalho e outros serviços essenciais.
Perante este cenário, os moradores apelam ao Governador Provincial de Luanda e ao Presidente da República para que acompanhem de perto o processo e promovam uma averiguação rigorosa sobre o destino da obra, os recursos públicos investidos e as razões que estiveram na origem das sucessivas paralisações.
Os habitantes defendem que, caso sejam identificadas irregularidades na execução do projecto, os seus responsáveis sejam responsabilizados nos termos da lei.
Para os moradores, as obras públicas financiadas pelo Estado devem servir os interesses colectivos e não podem permanecer indefinidamente inacabadas, prejudicando o bem-estar das populações.





































