FAMÍLIA DE VIGILANTE ASSASSINADO NO VILA KIAXE CLAMA POR JUSTIÇA APÓS DETENÇÃO DE SUSPEITOS
Os familiares de José Gonçalves Vicente, de 38 anos, manifestaram alívio e esperança com a apreensão dos supostos autores do homicídio do vigilante, brutalmente assassinado na madrugada de 3 de Maio de 2026, no bairro Vila Kiaxe, em Luanda. Apesar da satisfação pela actuação das autoridades, a dor da perda permanece viva e o apelo por justiça continua a ecoar entre os que ficaram.
A filha do malogrado, Liliane Vicente, de 19 anos, recorda com emoção os momentos que antecederam a descoberta da morte do pai. Segundo relata, foi a primeira pessoa da família a tomar conhecimento da tragédia.
"Até hoje parece uma brincadeira. Fui a primeira a saber da morte do meu pai. Eu vinha a caminho quando vi, à distância, um senhor a gritar. Ao aproximar-me, percebi que era um amigo dele. Naquele instante, entendi que era o meu pai quem havia falecido", contou, visivelmente abalada.
Entre lágrimas, Liliane descreveu José Gonçalves Vicente como um homem trabalhador, dedicado à família e empenhado em garantir o sustento e o bem-estar dos filhos.
"O meu pai fazia de tudo para que nada nos faltasse. Ele não morreu por doença, foi assassinado. Eles não podem ficar soltos. Eu quero justiça", apelou.
José Gonçalves Vicente exercia funções de vigilante numa empresa de segurança privada. Na madrugada do crime, encontrava-se a descansar nas instalações da empresa, quando foi surpreendido pelos assaltantes.
De acordo com informações apuradas, cinco indivíduos, trajados à civil, terão arrombado a parede traseira das instalações para ter acesso ao interior da empresa. Depois de neutralizarem o segurança, os suspeitos amordaçaram-no e agrediram-no violentamente com golpes desferidos com um objecto contundente, alegadamente uma barra de ferro, além de pontapés na região craniana, provocando-lhe a morte imediata no local.
Após consumarem o homicídio, os assaltantes dirigiram-se ao caixa da empresa, de onde subtraíram cerca de 1.700.000 kwanzas, colocando-se em fuga.
A recente detenção dos presumíveis envolvidos devolveu alguma esperança à família da vítima, que aguarda agora pelo desfecho judicial do caso. Para os familiares, a responsabilização dos autores do crime representa não apenas o cumprimento da lei, mas também uma forma de honrar a memória de um homem que perdeu a vida enquanto desempenhava o seu trabalho.





































