IRÃO DECLARA ESTREITO DE ORMUZ ABERTO EM MEIO A TENSÃO INTERNACIONAL E MOBILIZAÇÃO MILITAR GLOBAL

O Irão anunciou esta sexta-feira a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas do comércio mundial, após dias de tensão geopolítica e paralisações que envolveram várias potências internacionais.

Imagem: AP/Rafiq Maqbool

A declaração foi feita pelo chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, através da rede social X, onde afirmou que “a navegação no Estreito de Ormuz está novamente aberta”, sinalizando a retoma do tráfego marítimo numa via estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irão e Omã, liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio energético global, tendo sido palco de interrupções recentes que afectaram os mercados internacionais e elevaram os preços do petróleo e do gás.

A reabertura ocorre num contexto de forte mobilização diplomática e militar, com mais de 40 países, incluindo membros da NATO, Coreia do Sul, Austrália e Japão, a reunirem-se em Paris para definir estratégias de segurança e protecção da navegação na região.

Segundo informações avançadas, a coligação internacional discute um plano de missão estritamente defensiva, que poderá incluir navios militares, operações de escolta, sistemas de radar, desminagem e apoio de serviços de informação, com o objectivo de garantir a segurança da rota marítima sem envolvimento directo em confrontos.

Os Estados Unidos e Israel estiveram recentemente envolvidos em ataques que agravaram a tensão na região, levando ao encerramento temporário do estreito e a um impacto significativo na economia global, com especial repercussão na Europa.

Enquanto decorrem negociações indirectas para prolongar o cessar-fogo, várias potências europeias mantêm uma postura cautelosa, defendendo que qualquer operação de segurança só deve avançar em condições de estabilidade mínima e com aprovação política interna.

Apesar da reabertura anunciada pelo Irão, analistas alertam que a situação permanece volátil, com riscos de nova escalada caso não se consolide um acordo duradouro entre as partes envolvidas, mantendo o Estreito de Ormuz.

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