LÍDER DA CASA-CE DEFENDE ANGOLANIDADE COMO FACTOR DE UNIDADE
O presidente da CASA-CE, Manuel Fernandes, que participou este sábado, 22 de Novembro, no acto de apresentação das conclusões do Congresso Nacional de Reconciliação, organizado pela CEAST, defendeu que a angolanidade deve constituir um dos pilares para a construção de uma sociedade sã, orientada para os interesses colectivos.
“Foi um acto importante. Não participámos apenas na conferência, mas também no Congresso de Reconciliação. Vale dizer que as entidades eclesiásticas foram felizes e fiéis no tratamento dos temas abordados. Foi um exercício relevante. Este documento deve servir como instrumento a ser observado por todos nós, para podermos edificar um novo país verdadeiro que deve renascer deste contexto e desta realidade”, afirmou.
O político entende que Angola carece de uma reforma profunda e que, para tal, é necessário que todos se envolvam nas problemáticas do país. Aproveitou a ocasião para apelar à construção de uma sociedade mais unida e guiada pela verdade.
“A nossa história precisa de ser recontada. As nossas instituições precisam de trabalhar com base na verdade. Precisamos de edificar um novo país, não apenas para a geração actual, mas também deixar um legado positivo para as gerações futuras”, declarou o presidente da CASA-CE.
No seu entender, os esforços empreendidos até agora não produziram os resultados esperados. Defendeu, por isso, a criação de uma comissão na qual todos se sintam parte essencial do processo de crescimento do país.
“Já se percebeu que tudo o que foi feito até agora não serviu. Mesmo a CIVICOP não serve. Precisamos avançar para um processo de catarse nacional. Falamos, por exemplo, de uma Comissão Nacional da Verdade, que permita a todos reconhecer que são parte do problema, confessar o mal que fizemos, pedir perdão e, a partir daí, avançar para um novo contexto. Só teremos uma Angola boa, uma Angola melhor, quando cada um de nós olhar o outro com amor, o respeitar pelo que é, e encarar a nossa história com verdade”, analisou.

O político acrescentou que a história do país tem sido frequentemente construída com base em interesses político-partidários, e que isso tem distorcido a realidade histórica. Para si, o que falhou até agora foi a falta de vontade política. Por isso, valorizou o facto de as entidades eclesiásticas terem tomado a dianteira neste processo.
“É o primeiro espaço de abordagem e reflexão nacional que envolveu políticos, sociedade civil, igrejas, enfim. Daí surgiu este documento. Pensamos que é uma oportunidade para repensarmos Angola, reconhecer o que foi mal feito, preservar o que foi positivo e avançar para um processo novo, capaz de edificar uma Angola renovada”, afirmou.
No final da sua intervenção, Manuel Fernandes apelou à construção de uma nação que vele pelos interesses de todos e não apenas de alguns, por isso,
defende que a angolanidade deve ser “o nosso factor de unidade”.
“As nossas diferenças políticas não podem afastar-nos do essencial. Devemos olhar para o que é real, útil e essencial, para construirmos uma sociedade sã, que sirva o interesse de todos e não apenas de alguns”, concluiu.





































