LUANDA RECEBE ESCOLA INTERNACIONAL DE REGULAÇÃO PARA DEBATER SUSTENTABILIDADE NO SECTOR ELÉCTRICO
A cidade de Luanda acolhe, de 25 a 29 de Maio, a Escola de Regulação RELOP 2026, iniciativa dedicada ao fortalecimento da eficiência e sustentabilidade regulatória no sector eléctrico, reunindo especialistas, técnicos e reguladores de países africanos de língua portuguesa.
O evento decorre sob o tema “Estratégias de Eficiência e Sustentabilidade Regulatória no Sector Eléctrico”, no âmbito do programa Diálogos UE-Angola, e é promovido pelo Instituto Regulador dos Serviços de Electricidade e Água (IRSEA) e pela Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP), com apoio de entidades reguladoras portuguesas.
Durante cinco dias, cerca de 45 especialistas provenientes de Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe vão participar em sessões técnicas voltadas para áreas estratégicas da regulação energética, incluindo fiscalização, regulação tarifária, desenho do mercado eléctrico e protecção do consumidor.
A sessão de abertura contará com a participação do secretário de Estado da Energia, Arlindo Carlos, do chefe-adjunto de Cooperação da Delegação da União Europeia em Angola, Francisco Sepúlveda, do director executivo da RELOP, Artur Trindade, e de representantes do IRSEA.
O programa inclui palestras, estudos de caso, ateliers participativos e debates conduzidos por especialistas nacionais e internacionais ligados ao sector energético.
Entre os temas em análise destacam-se modelos de mercado eléctrico, qualidade dos serviços, auditoria regulatória, sistemas tarifários em zonas rurais, eficiência energética e mecanismos de apoio ao consumidor.
A agenda integra ainda uma visita técnica à Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), permitindo aos participantes contacto directo com os sistemas operacionais de distribuição de energia em Angola.
No encerramento da actividade está igualmente prevista a assinatura de uma declaração de parceria entre o IRSEA e a RELOP, reforçando a cooperação institucional e a capacitação técnica entre os países lusófonos.
A iniciativa enquadra-se no programa Diálogos UE-Angola, financiado pela União Europeia, que visa promover intercâmbio técnico e partilha de boas práticas em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional.





































