MAIORIA DOS TRABALHADORES EM ANGOLA TEM CONTRATOS VERBAIS

O Instituto Nacional de Estatística (INE) garante que, em Angola, a maioria dos trabalhadores continua a exercer a actividade com base em contratos verbais.

Imagem: DR Ponto de Situação

Os dados que constam do Anuário do Inquérito sobre Emprego em Angola (IEA) referente a 2025, divulgado em Abril, descreve que  62,8% dos trabalhadores encontra-se nesta condição, enquanto apenas 37,2% dispõem de contratos escritos.

“Estima-se que, cerca de 4 em cada 5 pessoas (78,8%) empregadas trabalhavam em alguma actividade não formal. A informalidade predominou na área rural (95,0%), entre as mulheres (88,1%) e entre os jovens com 15 a 24 anos (93,4%)”, revela o INE.

Sobre as horas médias trabalhadas por semana,  o sector privado revela maior exigência. O documento consultado pelo Portal Ponto de Situação, indica que,  os trabalhadores cumprem, em média, 52 horas semanais, mais nove horas comparativamente ao sector público.

Um ponto de chamou atenção, descrito no relatório, os angolanos trabalham cerca de 43 horas por semana, somando emprego principal e secundário, sendo que os homens (45 horas) superam as mulheres (41 horas).

De acordo com os dados em posse do Instituto Nacional de Estatística, o  sector da educação apresentou a maior taxa de subemprego, com um total de 5,5%, enquanto o sector de actividades financeiras, imobiliárias e de consultoria registou  a menor taxa, de 0,5%.

Em Angola, estima-se que cerca de quatro em cada cinco pessoas empregadas (77,7%), em 2025 trabalhavam em alguma actividade informal.

Com base aos números divulgados, verifica-se ainda que a incidência da informalidade é mais elevada entre as mulheres, com uma taxa estimada em 87,5%, comparativamente aos homens, cuja taxa foi de 67,8% a nível nacional.

O INE esclareceu que, os dados divulgados tiveram em conta ao total da população nacional, estimada em 36.402. 073 pessoas (trinta e seis milhões, quatrocentas e duas mil e setenta e três), das quais 23.894.522 (vinte e três milhões, oitocentas e noventa e quatro mil, quinhentas e vinte e duas) residem em áreas urbanas, correspondendo a 65,6% da população, enquanto 12.507.551 (doze milhões, quinhentas e sete mil, quinhentas e cinquenta e uma) vivem em áreas rurais, o equivalente a 34,4%.

Aina sobre o  género, as mulheres são maioria, com 18.590.781 pessoas (dezoito milhões, quinhentas e noventa mil, setecentas e oitenta e uma), o que corresponde a 51,1%, ao passo que a população masculina totaliza 17.811.292 indivíduos (dezassete milhões, oitocentas e onze mil, duzentas e noventa e duas), representando 48,9% da população.

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