MILHÕES NAS PORTAGENS, DÉFICE NAS ESTRADAS: INEA PEDE MAIS FINANCIAMENTO
O Estado espera arrecadar mais de 35 mil milhões de kwanzas com as portagens, mas o valor está longe de cobrir os custos de conservação da rede rodoviária nacional.
A entrada em funcionamento do Plano Nacional de Portagens deverá criar uma nova fonte de financiamento para a manutenção das estradas nacionais, mas, segundo o Instituto de Estradas de Angola (INEA), as receitas previstas não serão suficientes para responder às necessidades do sector.
O chefe de Departamento de Estradas do INEA, Fernando Manuel, considera que os mais de 35 mil milhões de kwanzas esperados constituem um contributo importante, mas insuficiente perante a dimensão da rede viária e os elevados custos associados à sua conservação e recuperação.
Perante este cenário, o Executivo prevê recorrer a mecanismos adicionais de arrecadação de receitas para reduzir o défice e assegurar recursos capazes de sustentar o programa de manutenção das estradas.
Fernando Manuel explicou que o objectivo passa por garantir melhores condições de circulação, através de uma rede rodoviária mais conservada, segura e capaz de oferecer maior comodidade aos automobilistas.
A dimensão das estradas nacionais, aliada às necessidades permanentes de manutenção e recuperação, exige, segundo o INEA, uma estratégia de financiamento que vá além das receitas provenientes das portagens.
Assim, a cobrança pelo uso das estradas deverá ser complementada por outras fontes de financiamento, numa tentativa de garantir a sustentabilidade da conservação da rede viária e melhorar, de forma progressiva, as condições de circulação no país.




































