RUBIO ADVERTE QUE DELCY RODRÍGUEZ PODE TER O MESMO DESTINO DE MADURO
O Secretário de Estado, Marco Rubio, dirá ao Congresso dos EUA nesta quarta-feira, 28, que o governo Trump poderá depor presidente da Venezuela caso não coopere com norte-americanos. Delcy tem dado sinais públicos de rebeldia nos últimos dias.
O chefe da diplomacia dos EUA comparecerá nesta quarta perante uma comissão do Senado para explicar a operação em Caracas que levou à captura de Maduro, em 3 de Janeiro, e os próximos passos do governo Trump no país sul-americano.
Delcy, que agora lidera um processo gradual de mudanças, "conhece muito bem o destino de Maduro", afirmará Rubio, segundo o trecho de seu depoimento, que foi divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.
"Acreditamos que seu próprio interesse se alinha com o avanço de nossos objectivos-chave (...) Não se enganem: como afirmou o presidente, estamos preparados para usar a força para assegurar a máxima cooperação se outros métodos fracassarem", afirmará o secretário ao Congresso, segundo o trecho divulgado.
A nova advertência ao Miraflores ocorre dias após Delcy ter dito que estaria "farta" da pressão dos EUA contra seu governo: "Chega de ordens de Washington". O governo e o petróleo venezuelanos estão sob tutela da Casa Branca desde a captura de Maduro, e Trump já disse que ela pagará um "preço muito alto" caso ela não coopere.
Relatórios de inteligência dos EUA também levantaram dúvidas, nos últimos dias, se Delcy de facto cooperará com o governo de Donald Trump da forma que a Casa Branca deseja: com subserviência no Executivo e no petróleo, e também cortando laços com China, Rússia e Irã, aliados históricos do chavismo e oponentes dos EUA. Os documentos foram vistos pela agência de notícias Reuters.

Ex-senador republicano, o secretário Rubio aceitou testemunhar perante seus antigos colegas após semanas nas quais os democratas acusaram o governo Trump de enganar os legisladores e de exceder sua autoridade ao usar a força.
Tropas do Exército dos EUA entraram na capital venezuelana em 3 de Janeiro e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O casal foi levado para Nova York para ser julgado por acusações de tráfico de drogas, crimes que eles negam. Desde então, eles estão em uma prisão de segurança máxima na cidade norte-americana.





































