SIC ADVERTE QUE O ACESSO DE FAMILIARES AO USO DE ARMAMENTO PODE FACILITAR O SEU DESVIO PARA ACTIVIDADES CRIMINOSAS

O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda, Fernando Carvalho, alertou os efectivos das forças de defesa e segurança para os riscos associados ao armazenamento inadequado de armas de fogo em residências, apelando ao máximo cuidado na guarda do armamento de serviço.

Imagem: DR Ponto de Situação

Segundo Fernando Carvalho, armas pertencentes a efectivos das forças de defesa e segurança não devem ser deixadas em locais de fácil acesso dentro das residências, uma vez que podem ser retiradas por familiares e utilizadas de forma indevida.

O responsável considera particularmente preocupante a possibilidade de um filho ou outro familiar encontrar uma arma guardada no quarto, num arrumo ou noutro espaço da residência e retirá-la sem autorização para, posteriormente, a entregar a terceiros ou utilizá-la em assaltos.

“É muito grave um filho chegar à casa, entrar no quarto ou no arrumo do pai, retirar a arma e entregá-la para ser utilizada em assaltos”, como foi o caso José da Silva, apontado como responsável pela logística de um grupo que assaltou uma cidadã no Morro-Bento, após ter afirmado que a pistola utilizada no assalto pertence ao seu pai, que é militar, alertou.

O porta-voz do SIC sublinhou que esta realidade constitui uma preocupação para os órgãos de defesa e segurança, tendo em conta os riscos que representam as armas de fogo quando ficam fora do controlo dos seus legítimos utilizadores.

Fernando Carvalho acredita que, as recentes apreensões e detenções relacionadas com armas devem servir de alerta para todos os efectivos que levam o armamento de serviço para casa, independentemente de serem polícias ou militares.

O responsável reforçou, por isso, o apelo para que os efectivos adoptem medidas rigorosas de segurança na guarda das armas, evitando que terceiros tenham acesso ao armamento e reduzindo o risco de este ser utilizado em práticas criminosas.