50 ENFERMEIROS REGRESSAM DO BRASIL E REFORÇAM ESPERANÇA NO COMBATE ÀS DOENÇAS INFECCIOSAS EM ANGOLA

Depois de três meses de intensa aprendizagem em algumas das mais prestigiadas instituições de saúde do Brasil, 50 enfermeiros angolanos regressaram ao país trazendo na bagagem novos conhecimentos, experiência prática e a missão de fortalecer a resposta nacional às doenças infecciosas.

Imagem: MINSA

O regresso dos profissionais representa mais um passo na aposta do Estado angolano na qualificação dos recursos humanos e na melhoria dos cuidados de saúde prestados à população.

O grupo integrou a componente prática do Curso de Especialização em Enfermagem em Infectologia, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), uma das mais conceituadas instituições de ensino e investigação da América Latina.

Durante o estágio internacional, os enfermeiros tiveram contacto directo com metodologias avançadas de vigilância epidemiológica, prevenção e controlo de infecções hospitalares, assistência a pacientes com VIH/SIDA, segurança do doente, gestão hospitalar e investigação científica.

A formação decorreu em instituições de referência, entre as quais a Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP, o Hospital São Paulo e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, reconhecido internacionalmente pela sua experiência no tratamento e combate às doenças infecciosas.

Para a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, o regresso destes profissionais simboliza um importante investimento no futuro do Sistema Nacional de Saúde. A governante destacou que a formação especializada constitui uma ferramenta fundamental para elevar a qualidade dos serviços prestados à população e reforçar a capacidade de resposta do país perante os desafios da saúde pública.

A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, financiado pelo Banco Mundial, e integra a estratégia nacional de capacitação contínua dos profissionais do sector.

Dos 220 profissionais inicialmente admitidos ao curso, 203 continuam em formação, numa jornada que deverá ser concluída em Dezembro de 2026. Quando o processo terminar, Angola passará a contar com um número significativamente maior de enfermeiros especializados, preparados para actuar na linha da frente da prevenção, vigilância e controlo das doenças infecciosas.

Num país onde os desafios sanitários continuam a exigir respostas cada vez mais qualificadas, o regresso destes profissionais representa não apenas a conclusão de uma etapa académica, mas também a renovação da esperança de milhares de cidadãos que dependem diariamente de um sistema de saúde mais forte, mais humano e mais preparado para salvar vidas.

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