ANGOLA ACTIVA PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA IMPEDIR ENTRADA DO ÉBOLA

O Executivo angolano activou um conjunto de medidas preventivas para impedir a entrada e propagação do vírus Ébola no país, no âmbito do Plano Nacional de Contingência, face ao aumento de casos registados na República Democrática do Congo e no Uganda.

Imagem: RFI

A informação foi apresentada pelo Ministério da Saúde durante a 1.ª reunião ordinária do Conselho de Governação Local, realizada em Mbanza Kongo, província do Zaire, sob orientação do Presidente da República, João Lourenço.

Entre as principais acções em curso constam o reforço da vigilância sanitária nas fronteiras terrestres, portos e aeroportos internacionais, bem como a implementação de medidas de controlo e sensibilização dirigidas aos viajantes provenientes de países considerados de risco.

Segundo as autoridades sanitárias, a República Democrática do Congo e o Uganda registam actualmente 393 casos suspeitos, 105 casos prováveis e 89 óbitos associados ao surto. Deste total, 12 casos foram laboratorialmente confirmados com a estirpe Bundibugyo do vírus Ébola.

Durante a reunião, o Conselho de Governação Local analisou igualmente a evolução da cólera em Angola. Entre Janeiro de 2025 e Maio de 2026, o país registou dois surtos epidémicos que resultaram em 3.894 casos, com maior incidência nas províncias de Benguela, Huíla, Malanje, Icolo e Bengo, Cuanza-Norte e Luanda.

Apesar dos números, o Ministério da Saúde assinalou uma tendência de redução dos casos nos primeiros meses de 2026, fruto das medidas de resposta implementadas pelo Executivo.

No âmbito do combate à doença, foram distribuídos materiais médicos e kits de tratamento em várias regiões do país. Mais de 3,6 milhões de cidadãos foram igualmente vacinados contra a cólera, graças à doação de 3.794.000 doses da vacina oral, disponibilizadas com o apoio da GAVI – Aliança para as Vacinas e aprovadas pelo Comité de Coordenação Inter-Agências.

As autoridades reforçam que a vigilância epidemiológica permanece activa, numa altura em que o país procura evitar a entrada do Ébola e consolidar os ganhos alcançados no controlo da cólera.