CMC DÁ LUZ VERDE A OBRIGAÇÕES SUSTENTÁVEIS DO BAI E ABRE CAMINHO À SUBSCRIÇÃO PÚBLICA
A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) aprovou, esta sexta-feira, 21, o registo da Oferta Pública de Subscrição de Obrigações Sustentáveis do Banco Angolano de Investimentos (BAI), bem como o respectivo prospecto, dando um novo impulso ao desenvolvimento do mercado de capitais angolano e à mobilização de financiamento através de instrumentos ligados à sustentabilidade.
A decisão da CMC permite o avanço formal da operação de emissão das obrigações sustentáveis do BAI, que passam a integrar o conjunto de instrumentos financeiros sujeitos ao enquadramento e supervisão do mercado de capitais nacional.
A aprovação do prospecto constitui igualmente uma etapa importante para a disponibilização aos investidores das informações necessárias sobre a operação, permitindo-lhes conhecer as condições e características da oferta antes da tomada de decisão de investimento.
Sustentabilidade ganha espaço no mercado financeiro
A operação insere-se numa tendência crescente de utilização dos mercados de capitais para financiar iniciativas associadas a critérios ambientais, sociais e de sustentabilidade.
Para o sistema financeiro angolano, a entrada de obrigações sustentáveis representa uma oportunidade de diversificação dos instrumentos de investimento disponíveis e de aproximação entre o financiamento bancário e projectos com impacto económico e social.
A intervenção da CMC assume, neste contexto, particular importância, uma vez que cabe ao regulador assegurar o cumprimento das regras aplicáveis ao mercado e a disponibilização de informação adequada aos potenciais investidores.

Imagem: Poc Notícias
BAI reforça presença no mercado de capitais
Com a aprovação da Oferta Pública de Subscrição, o BAI avança para uma operação que poderá contribuir para o aprofundamento do mercado de capitais em Angola e para a criação de novas alternativas de financiamento.
A operação também coloca em evidência o crescente papel dos instrumentos financeiros sustentáveis na estratégia de desenvolvimento do sector financeiro nacional.
A expectativa é que a oferta permita mobilizar recursos junto dos investidores, ao mesmo tempo que contribui para consolidar uma cultura de investimento em produtos financeiros associados a objectivos de sustentabilidade.





































