GOVERNO LANÇA ‘COMPACTO AGRICONNECT’ PARA REDUZIR IMPORTAÇÃO DE ALIMENTOS ATÉ 2030

O Governo angolano lançou, em Luanda, o Compacto AgriConnect, uma iniciativa estratégica que pretende reduzir entre 12% e 19% a factura anual de importação de alimentos e produtos agrícolas até 2030. O programa aposta no fortalecimento da produção nacional, no investimento privado e na modernização das cadeias de valor agro-alimentares.

Imagem: RNA

A iniciativa, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Florestas (MINAGRIF), surge como um dos principais instrumentos da estratégia nacional de diversificação da economia e de reforço da segurança alimentar, procurando diminuir a dependência das importações e do sector petrolífero.

Actualmente, Angola desembolsa entre 250 e 300 milhões de dólares por ano na importação de alimentos e produtos agrícolas. Com o Compacto AgriConnect, o Executivo pretende inverter este cenário através do aumento da produção nacional, da criação de condições para o investimento privado e da dinamização do agronegócio.

O projecto estabelece como prioridade a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares num sector mais competitivo, sustentável e integrado, capaz de impulsionar a segurança alimentar e nutricional, fortalecer as cadeias de valor, gerar emprego e aumentar a oferta de produtos nacionais no mercado.

Entre as cadeias produtivas consideradas estratégicas estão os cereais, leguminosas, raízes e tubérculos, bem como frutas de elevado potencial comercial, como banana, manga e abacate.

Para alcançar as metas definidas, o Governo estruturou um plano de implementação assente em seis pilares fundamentais: desenvolvimento da irrigação e das infra-estruturas produtivas; investigação agrícola, disponibilização de insumos e gestão do risco de produção; mecanismos de redução de risco e financiamento misto; fortalecimento da capacidade institucional do Estado e do sector privado; e apoio às cooperativas e grupos empresariais.

O Compacto AgriConnect adopta ainda um modelo de execução baseado nos corredores económicos do Lobito e de Malanje, considerados estratégicos para atrair investimentos, expandir a agro-indústria, melhorar a logística e promover a transformação local da produção agrícola.

Além de reduzir a dependência das importações, o programa pretende impulsionar a industrialização do sector agroalimentar, criar empregos formais, aumentar o rendimento dos produtores e garantir maior acesso da população a alimentos seguros e de qualidade até 2030.

Com esta iniciativa, o Governo reafirma a aposta na agricultura como um dos principais motores do crescimento económico sustentável e da diversificação da economia angolana.