ANGOLA E OIM APROFUNDAM PARCERIA PARA ENFRENTAR DESAFIOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

O Governo angolano e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) deram mais um passo no reforço da cooperação institucional no domínio da acção climática, com enfoque na promoção da resiliência ambiental, na gestão dos riscos de desastres e na resposta aos impactos das alterações climáticas sobre a mobilidade humana.

Imagem: Embaixada Angolana

O reforço da parceria foi analisado durante um encontro realizado na última quarta-feira entre o secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, e uma delegação da Organização Internacional para as Migrações, liderada pelo representante da missão da OIM em Angola, David Martineau.

A reunião surge na sequência do Diálogo Nacional sobre a Mobilidade Humana no Contexto da Degradação Ambiental, Desastres e Alterações Climáticas em Angola, realizado em Junho, na cidade de Luanda, iniciativa que reuniu representantes governamentais, parceiros internacionais e especialistas para debater estratégias de resposta aos desafios ambientais que afectam as populações.

A Organização Internacional para as Migrações manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Ministério do Ambiente, através da implementação de projectos e acções conjuntas que contribuam para o fortalecimento da capacidade institucional e da resiliência das comunidades mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas.

A organização reconhece o papel estratégico desempenhado pelo Ministério do Ambiente na definição e execução de políticas públicas voltadas para a protecção ambiental, adaptação às alterações climáticas, desenvolvimento sustentável e redução do risco de desastres, áreas consideradas fundamentais para enfrentar os impactos cada vez mais frequentes dos fenómenos climáticos extremos.

A aproximação entre Angola e a OIM insere-se igualmente nos compromissos internacionais assumidos pelo país em matéria de desenvolvimento sustentável e acção climática, reforçando a necessidade de integrar as questões ambientais e migratórias na formulação de políticas públicas capazes de responder aos desafios actuais e futuros.

Com este entendimento, as duas instituições pretendem consolidar uma agenda de cooperação orientada para a protecção das populações, o fortalecimento da resiliência climática e a promoção de soluções sustentáveis que contribuam para reduzir os impactos sociais, económicos e ambientais provocados pelas alterações climáticas.