LUANDENSES FAZEM BALANÇO NEGATIVO DE 2025 E ALIMENTAM A ESPERANÇA DE UM 2026 PRÓSPERO
Cidadãos em Luanda traçam um retrato pouco animador de 2025, ano que muitos descrevem como um verdadeiro “totoloto”: a sorte sorriu a alguns, mas passou ao lado de muitos outros. Entre perdas, desafios e poucas vitórias, a maioria considera o ano negativo e deposita em 2026 a esperança de dias mais prósperos.
António Domingos, de 47 anos de idade, natural da província do Huambo, classifica 2025 como um ano de grandes desafios.
“Só Deus nos pode proteger. A luta continua enquanto estivermos vivos”, afirmou, num tom resignado, mas firme.
Face às dificuldades enfrentadas, António garante que a vida lhe ensinou a não desistir dos seus sonhos. Defende a persistência como bússola e acredita que o novo ano poderá ser melhor em todos os aspectos. Para alcançar o triunfo, sublinha que o esforço individual deve caminhar lado a lado com a fé, por acreditar que, sem a força divina, não se chega ao auge.
Já para Manuel Alfredo, de 32 anos, vendedor ambulante de recargas electrónicas, 2025 foi um ano particularmente duro. Além das dificuldades económicas, lamenta a perda de um tio por quem nutria grande estima, bem como o facto de não ter conseguido concretizar grande parte dos objectivos traçados.
“2025 foi um ano muito rijo.Posso dizer que o destino não tinha preparado coisas boas para mim. Foi um ano em que senti o calor a correr nas unhas da ponta da mão. Caíram lágrimas que nem eu próprio dava conta de como caíam”, descreveu, com visível tristeza.

Apesar do peso das perdas, Manuel Alfredo mantém o olhar apontado para o futuro e deseja que 2026 traga crescimento na vida profissional.
“Parar é só na fotografia”, atirou, num registo em que reforça, que o trabalho continua a ser a chave do sucesso e que, com foco e determinação, acredita ser possível alcançar o progresso.
Dona Miriam, de 30 anos de idade, promotora de vendas, faz uma leitura mais ambígua do ano. Avalia 2025 como um período de oportunidades no campo profissional, mas admite que, no plano pessoal, os resultados ficaram aquém das expectativas.
Já Graciete, de 28 anos, falou com alegria de um ano marcado por conquistas. Revela ter alcançado cerca de 85% das metas estabelecidas.
“Este foi o meu ano. Com a chegada do meu primogénito, não há como não ficar registado”, disse, com emoção.

Ainda assim, recorda que o caminho não foi isento de quedas. Entre tropeços e aprendizagens, soube levantar-se e seguir em frente, transformando os obstáculos em lições que a conduziram à percentagem elevada de objectivos cumpridos.
Entre balanços amargos e relatos positivos, muitos despedem-se de 2025 com sentimentos mistos, mas tencionam entrar em 2026 com uma certeza: atingir o auge.
LEIA TAMBÉM: A ÚLTIMA CRÓNICA PRODUZIDA NO LABORATÓRIO




































