SIC DETÉM TRÊS SUSPEITOS DE ASSALTO A MULHER EM MORRO BENTO
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através do Departamento Municipal do Samba, apresentou, nesta terça-feira, 11, três cidadãos nacionais, com idades compreendidas entre 21 e 32 anos, suspeitos de envolvimento num assalto ocorrido no dia 22 de Julho de 2026, na Rua da Gamek à Direita, bairro Morro Bento, em Luanda.
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Durante a operação, os efectivos do SIC apreenderam uma motorizada e uma pistola que terão sido utilizadas na acção criminal. Os meios encontram-se à disposição das autoridades para os trâmites processuais subsequentes.
O grupo é acusado de associação criminosa, roubo qualificado e posse ilegal de armas; uma das vítimas diz ter sido ameaçada para entregar um anel de grande valor sentimental.
Suspeito admite três assaltos
Durante a apresentação pública, um dos acusados, de 32 anos, afirmou que já trabalhou numa empresa do ramo da hotelaria, mas perdeu o emprego e, perante as dificuldades financeiras, acabou por envolver-se nos assaltos.
O suspeito, admitiu a participação em três roubos, todos ocorridos na zona do Morro Bento, apesar de residir no bairro Cassenda.
O mesmo revelou ainda que o grupo escolhia principalmente mulheres como vítimas, por considerá-las mais vulneráveis durante os assaltos.
Motoboy diz estar arrependido
Alberto da Costa, de 21 anos, que vive com o avô devido à separação dos pais, é apontado como o responsável pela condução da motorizada usada pelo grupo.
Em declarações durante a apresentação, afirmou ter entrado para o grupo por dificuldades pessoais e financeiras. O jovem disse ainda que enfrentava problemas de saúde e que parte do dinheiro obtido nos assaltos era utilizada para comprar medicamentos.
Alberto da Costa declarou-se arrependido pelos crimes e lamentou ter participado nas acções.
Arma terá sido retirada ao pai
José da Silva, apontado como responsável pela logística do grupo, afirmou que a pistola utilizada nos assaltos pertence ao seu pai, que é militar.
Segundo o suspeito, o progenitor não tinha conhecimento de que a arma teria sido retirada. José da Silva alegou também que não tinha conhecimento da finalidade de todas as deslocações dos envolvidos e que apenas emprestou a motorizada por três ocasiões.
O suspeito explicou que entregava a motorizada aos amigos e, posteriormente, recebia um valor como compensação.
Vítima relata momentos de terror
Uma das vítimas, fisioterapeuta de 56 anos, relatou os momentos de tensão vividos durante o assalto. Segundo a mulher, encontrava-se na via pública, depois de sair da escola onde estuda a filha, quando os suspeitos se aproximaram de motorizada.
Inicialmente, os indivíduos terão abordado a vítima de forma aparentemente normal, cumprimentando-a e dizendo que precisavam de uma informação. Momentos depois, mudaram de tom e anunciaram o assalto. A mulher contou que os suspeitos disseram não querer o seu telefone nem o dinheiro, mas apenas o anel que trazia no dedo.
Segundo a vítima, durante o roubo foi ameaçada de morte caso não colaborasse. O anel, explicou, tinha um forte valor sentimental, pois havia sido oferecido pelo avô há 24 anos. Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas ao longo da vida, afirmou nunca ter vendido a peça devido ao seu significado.
A vítima contou ainda que os suspeitos tiveram dificuldades para retirar o anel e acabaram por usar força para consegui-lo. Depois do assalto, dirigiu-se à esquadra do Kika Gil, onde apresentou a participação do caso.
Segundo informações da família, o anel terá sido posteriormente vendido nos chamados “escongoleses”. A vítima, entretanto, disse desconhecer o destino judicial dos suspeitos e quanto tempo poderão permanecer detidos.
As autoridades prosseguem com os trâmites processuais para o esclarecimento dos factos e responsabilização dos envolvidos.




































