CAFÉ CIPRA DEBATE TURISMO COMO PILAR ESTRATÉGICO PARA DIVERSIFICAÇÃO ECONÓMICA EM ANGOLA
A vigésima primeira edição do CaféCIPRA reúne, na tarde desta sexta-feira, 27, em Luanda, ministros e operadores do sector turístico para um diálogo aberto sobre os desafios e oportunidades de investimento no turismo, num momento em que Angola intensifica esforços para reduzir a dependência do petróleo.
Num cenário económico global marcado pela instabilidade dos preços do petróleo, Angola procura consolidar novas fontes de crescimento sustentável, posicionando o turismo como um dos eixos centrais da sua estratégia de diversificação económica.
É neste contexto que o Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA), na Cidade Alta, acolhe mais uma edição do CaféCIPRA, sob o lema da promoção do turismo e do reforço do investimento no sector.
A iniciativa, que se afirma como um espaço de “diálogo sem mediação”, junta à mesma mesa decisores políticos e operadores económicos, numa tentativa de aproximar o discurso institucional da realidade prática vivida pelos agentes do sector.
Como facilitadores do debate, participam os ministros do Turismo, Márcio Daniel, dos Transportes, Ricardo de Abreu, e das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, numa abordagem transversal que reflete a natureza multidimensional do turismo.
O encontro surge numa fase em que o Executivo angolano tem vindo a estruturar um conjunto de políticas públicas orientadas para o relançamento do turismo.
Entre os instrumentos mais relevantes destaca-se o Plano Nacional de Fomento do Turismo (Planatur 2024-2027), que estabelece metas concretas para o aumento da oferta turística, melhoria das infraestruturas e valorização do património natural e cultural do país.
Paralelamente, programas como Simplifica Turismo, Capacita Turismo e Planifica Turismo procuram responder a desafios estruturais do sector, nomeadamente a burocracia no licenciamento, a qualificação dos recursos humanos e a necessidade de planeamento integrado.
A revisão de taxas e procedimentos para o licenciamento de empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração e similares constitui, igualmente, um passo significativo na criação de um ambiente mais favorável ao investimento.
Outro eixo relevante das reformas prende-se com a organização de segmentos específicos, como o turismo marítimo, de cruzeiros e de eventos, áreas com elevado potencial de crescimento e geração de receitas. Estas medidas visam não apenas atrair investidores estrangeiros, mas também dinamizar o empresariado nacional, promovendo a criação de emprego e o desenvolvimento local.
Especialistas consideram que o sucesso destas políticas dependerá, em grande medida, da capacidade de articulação entre os diferentes sectores envolvidos, desde os transportes e infraestruturas até à promoção internacional do destino Angola. Neste sentido, fóruns como o CaféCIPRA assumem um papel crucial ao permitir a identificação de constrangimentos, a partilha de experiências e a construção de soluções conjuntas.
Mais do que um simples encontro institucional, esta edição do CaféCIPRA reflete uma mudança de paradigma na governação, baseada na escuta activa e na inclusão dos diversos actores económicos e sociais. Ao promover um diálogo aberto entre o Executivo e os operadores do sector, o evento contribui para a consolidação de uma visão estratégica mais participativa e orientada para resultados.
Num país rico em recursos naturais, diversidade cultural e potencial turístico ainda por explorar, a aposta no turismo representa não apenas uma alternativa económica, mas uma oportunidade de reposicionar Angola no mapa dos destinos internacionais, transformando desafios em motores de desenvolvimento sustentável.





































