CYRIL RAMAPHOSA EXALTA UNIDADE E LEGADO HISTÓRICO NO DIA DA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA AUSTRAL

O Presidente da SADC e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, destacou a importância da unidade, da memória histórica e da solidariedade regional durante as celebrações do Dia da Libertação da África Austral, assinalado a 23 de Março de 2026, como um marco na luta contra o colonialismo e o apartheid.

Imagem: Jornal de Angola

Na sua mensagem oficial, Cyril Ramaphosa prestou homenagem aos homens e mulheres que protagonizaram a luta pela libertação da região, sublinhando os sacrifícios feitos por combatentes e cidadãos comuns para alcançar a independência, a dignidade e a soberania dos povos da África Austral.

O estadista recordou, com particular destaque, o papel desempenhado por parceiros internacionais, nomeadamente Cuba, cujo apoio militar foi determinante na Batalha do Cuito Cuanavale, ocorrida em Angola.

Segundo Ramaphosa, este confronto constituiu um ponto de viragem na história da região, contribuindo para a independência da Namíbia em 1990 e para o fim do apartheid, culminando nas primeiras eleições democráticas sul-africanas em 1994.

O Presidente da SADC reforçou que a efeméride não deve ser vista como um simples ritual, mas sim como uma oportunidade de reflexão sobre os desafios actuais, sobretudo no que diz respeito à autodeterminação, governação e controlo dos recursos económicos pelos povos africanos.

No plano regional, Ramaphosa evocou a decisão tomada durante a 38.ª Cimeira da SADC, realizada em 2018, em Windhoek, que aprovou a criação de um grupo de trabalho para integrar a história da libertação nos currículos escolares dos Estados-membros, visando preservar a memória colectiva e educar as futuras gerações.

O líder sul-africano apelou ainda ao reforço da solidariedade entre os países da região, defendendo iniciativas que valorizem o património histórico, como a atribuição de nomes de heróis da libertação a infraestruturas públicas, bem como a criação de museus e monumentos.

Num contexto global marcado por incertezas, Cyril Ramaphosa exortou os países da região a manterem-se vigilantes e unidos face a ameaças à estabilidade e à independência conquistada, destacando a importância dos princípios de resiliência, cooperação e autodeterminação.

O Presidente manifestou também solidariedade com a República Árabe Saharaui Democrática, reiterando o apoio ao direito à autodeterminação daquele povo.

Por fim, Ramaphosa defendeu o diálogo e a paz como pilares fundamentais para a construção de um mundo mais justo e equilibrado, reafirmando o compromisso da SADC com a integração regional e o desenvolvimento sustentável.

A mensagem terminou com votos de um Dia da Libertação da África Austral marcado pela reflexão, união e celebração dos valores que sustentam a história e o futuro da região.