DESEMPREGO EM ANGOLA AFECTA MAIS DE 5,2 MILHÕES DE ANGOLANOS
Num universo de 36,4 milhões da população angolana, mais de 5,2 milhões de cidadão com 15 ou mais anos estiveram desempregados em 2025, com maior concentração nos jovens dos 15 aos 24 anos de idade.
Os dados, tornados públicos pelo Instituto Nacional de Estatística, no Anuário do Inquérito sobre Emprego em Angola (IEA), divulgado em Abril, revelam uma tendência persistente de desigualdade no acesso ao trabalho no país.
O relatório destaca que a taxa de desemprego na população com 15 ou mais anos, no ano em análise, foi estimada em 28,3%, o que corresponde a 5.284.316 (cinco milhões, duzentos e oitenta e quatro mil, trezentos e dezasseis) pessoas. Deste total, 2.472.431 (dois milhões, quatrocentos e setenta e dois mil, quatrocentos e trinta e um) são homens e 2.811.885 (dois milhões, oitocentos e onze mil, oitocentos e oitenta e cinco) são mulheres.
Relativamente à caracterização dos desempregados no país, estes são maioritariamente mulheres (53,2%) e têm, em média, 25 anos.
“Por outro lado, 51,8% dos desempregados têm entre 15 e 24 anos e 22,8% têm entre 25 e 34 anos, totalizando, assim, nestes dois grupos etários (15 a 34 anos), 74,6% dos desempregados”, revela o relatório do INE.
O Instituto Nacional de Estatística refere ainda que a taxa de desemprego na área urbana (33,6%) foi superior à da área rural (17,6%).
Outro dado apresentado pelo estudo prende-se com o número de desempregados com 18 ou mais anos de idade.
Dos 4.113.054 (quatro milhões, cento e treze mil e cinquenta e quatro) desempregados, 1.855.751 (um milhão, oitocentos e cinquenta e cinco mil, setecentos e cinquenta e um) são homens e 2.257.303 (dois milhões, duzentos e cinquenta e sete mil, trezentos e três) são mulheres.
Imagem: DR/Ponto de Situação
A província da Lunda Norte registou a maior taxa de desemprego no país, com 44,7%, enquanto o Uíge apresenta a menor, com 13,8%.
Este cenário revela um mercado de trabalho fortemente pressionado pela juventude e pela urbanização, onde a maior parte dos desempregados se concentra precisamente nas faixas etárias mais activas e produtivas.
Por outro lado, a disparidade entre as áreas urbanas e rurais evidencia que as cidades continuam a funcionar como epicentro das expectativas de emprego, enquanto o meio rural, embora com menor taxa de desemprego, permanece marcado por dinâmicas de trabalho menos formais e de menor visibilidade estatística.
De salientar que a população total do país, em 2025, foi estimada em 36 402 073 (trinta e seis milhões, quatrocentos e dois mil e setenta e três) pessoas, das quais 23 894 522 (vinte e três milhões, oitocentos e noventa e quatro mil, quinhentos e vinte e dois) residem em áreas urbanas, correspondendo a 65,6% da população, e 12 507 551 (doze milhões, quinhentos e sete mil, quinhentos e cinquenta e um) residem em áreas rurais, representando 34,4%.
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