EGIPTO PRETENDE RESTRINGIR ACESSO DE CRIANÇAS A REDES SOCIAIS PARA COMBATER 'CAOS DIGITAL'
O Egipto vai discutir a adopção de restrições ao uso de redes sociais por crianças para combater o que parlamentares chamaram de “caos digital”, seguindo o exemplo de países ocidentais que avaliam proibir adolescentes mais jovens de usar essas plataformas.
O Parlamento egípcio informou em nota, que vai trabalhar em uma legislação para regulamentar o uso de redes sociais por crianças e “acabar com o caos digital que nossos filhos enfrentam, e que impacta negativamente o futuro deles”.
Segundo o comunicado, os parlamentares vão consultar o governo e órgãos especializados para elaborar uma lei que visa “proteger as crianças egípcias de quaisquer riscos que ameacem seu pensamento e comportamento”.
A nota foi divulgada após o presidente Abdel-Fattah el-Sissi ter defendido, no Sábado, 24, que o governo e o Parlamento considerem aprovar uma legislação que restrinja o uso de redes sociais por crianças “até que atinjam uma idade em que possam lidar com isso de forma adequada”.
Em discurso transmitido pela televisão, o presidente citou outros países, como Austrália e Reino Unido, que estão elaborando leis para “restringir ou proibir” o uso de redes sociais por crianças.
Cerca de 50% das crianças com menos de 18 anos no Egipto usam redes sociais, onde podem ficar expostas a conteúdos prejudiciais, cyberbullying e abusos, segundo um relatório de 2024 do Centro Nacional de Pesquisas Sociais e Criminológicas, um centro de estudos ligado ao governo.
Em Dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida gerou debates intensos sobre o uso da tecnologia, privacidade, segurança infantil e saúde mental, e levou outros países a avaliarem acções semelhantes.
O governo britânico afirmou que vai considerar proibir adolescentes mais jovens de usar redes sociais, ao mesmo tempo em que endurece leis voltadas à proteção de crianças contra conteúdos nocivos e tempo excessivo de tela.
O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu que seu governo acelere o processo legal para garantir que uma proibição de redes sociais para menores de 15 anos possa entrar em vigor já no início do próximo ano lectivo, isso em Setembro.
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