MPLA CHUMBA DIPLOMAS DA UNITA E TRAVA PROPOSTAS DE REFORMA ELEITORAL

O MPLA rejeitou, nos últimos dias, na Assembleia Nacional, três diplomas apresentados pela UNITA no quadro da reforma eleitoral.

Imagem: Assembleia Nacional

A decisão foi tomada durante a oitava reunião plenária ordinária da Assembleia Nacional de Angola, onde a maioria parlamentar do MPLA votou contra os três projectos de lei submetidos pela UNITA, travando assim um pacote legislativo que a oposição considerava estruturante para o reforço da credibilidade eleitoral.

Segundo os deputados do partido no poder, os diplomas apresentados pode na sua leitura, introduzir desequilíbrios institucionais e comprometer a estabilidade política. A posição do MPLA sustenta-se na necessidade de preservar o quadro jurídico vigente, evitando alterações que, no seu entendimento, não respeitam os princípios constitucionais estabelecidos.

Do lado da UNITA, a rejeição é vista como um bloqueio político a iniciativas que visavam maior transparência, equidade e confiança no processo eleitoral, num momento em que o país se aproxima de novos ciclos eleitorais.

A oposição tem reiterado a necessidade de reformas que garantam maior fiscalização, equilíbrio entre os actores políticos e independência dos órgãos envolvidos na organização e validação das eleições.

O episódio evidencia, mais uma vez, as divergências profundas entre as duas maiores forças políticas do país, sobretudo em matérias sensíveis como a gestão do processo eleitoral, frequentemente apontado como um dos pilares da consolidação democrática.

A sessão parlamentar prossegue com a análise de outros cinco diplomas, incluindo o regime jurídico da supervisão da auditoria externa às entidades de interesse público e o enquadramento legal do financiamento colaborativo, matérias que também despertam atenção no plano económico e institucional.

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