NATAL MAGRO: JOVENS DESCONTENTES COM O CUSTO DE VIDA ATRIBUEM NOTA NEGATIVA À ESTA QUADRA FESTIVA
Alguns jovens residentes do município de Viana, bairro do Mirú, classificaram o ano de 2025, como negativo, e que a passagem de fim de ano não simboliza nada, devido o custo de vida que se tornou um calcanhar de aquiles.
Para Pedrito, morador do bairro Mirú desde 2015, o natal representa união familiar, mais, que este natal representa para ele um momento de tristeza, devido o elevado nível do custo de vida.
“Neste ano, eu tenho toda certeza que nem todas as famílias, terão o privilégio de celebrar a festa de natal, por uma causa da perda do poder de compra”, assinalou Pedrito.
Com tristeza, o jovem recordou os anos que já se foram, e classificou-os como uma ‘‘verdadeira festa natalícia’’. Após ter sublinhado que não faltava absolutamente nada para celebração de natal.
‘‘Hoje ninguém, ou sao poucas as pessoas que têm condições para celebrar o natal, no meu entender tornou-se um calcanhar de aquiles, para muitas familas’’, revelou.
Trata-se, dos anos 2005 a 2018, que, segundo Pedrito não faltava nada, ou seja, “nós éramos muito felizes sempre que chegava o mês de Dezembro, mas não sabíamos”, recordou com tristeza.
Em declarações ao Ponto de Situação, a nossa fonte cujo nome não foi revelado, avançou que neste ano, muitas famílias vão ter uma passagem de fim de ano “triste”, sobretudo sem um lugar para passar com a família, alegando o custo de vida que está cada vez mais alto.
A fonte aproveitou a oportunidade para apelar aos pais. “Quem não tem possiblidade de sair com os filhos o melhor é deixá-los em casa, para evitar problemas sabe-se, como a vida está dura", finalizou.
Para alguns, o melhor lugar para passagem de fim do ano é na igreja, mas, para outros, o lugar ideal é em casa dos pais. De acordo com a fonte, o Dezembro é um periodo que se gasta muito, e alertou a contenção dos gastos.
No mercado da “Mamã gorda”, localizado no município de Viana, propriamente no Distrito da Estalagem, as comerciantes lamentam a falta de clientes para compra dos alimentos.
O Ponto de Situação contactou as vendedeiras de carnes, com objectivo de saber como está ser a venda de carne de vaca, nesta quadra festiva, por sua vez a comerciante garantiu que a economia do país não está boa.

“Vendíamos carne de 20 mil por dia em Dezembro, mas, este natal está muito complicado!” Disse.
Recorda-se que o especialista em economista, Tomás Kambuete, afirmou em uma entrevista, cedida ao Ponto de Situação, que a economia angolana é boa.
Kambuete que falava a sobre o estado da economia em Angola, no Ponto de Situação, garantiu que a economia de Angola, “está boa”. Após ter apresentado vários argumentos para justificar o seu pensamento.
O especialista revelou várias vezes durante a entrevista que o problema da economia angolana, consiste na execução, “nós temos tudo, os recursos continuam no mesmo lugar, o que falta-nos é boa execução”.
Durante a entrevista o especialista afirmou que existem quadros qualificados em Angola, sobretudo competentes no sector econômico. “ que estudaram em melhores Universidade do mundo”, considerou Kambuete.
O também professor universitário, após ser questionado sobre as possíveis falhas na aplicabilidade dos métodos financeiros, Kambuete respondeu: “A ministra das finanças Vera Daves disse que nós fizemos de tudo, até já oramos, mas, não há solução”, o economista foi mais longe e asseguurou haver necessidade de trocar os gestores.
Segundo o especialista, Angola tem recursos renováveis e não renováveis, bem como, recursos mineras suficientes para ter uma economia equilibrada. A garantia foi dada em uma entrevista cedida ao Ponto de Situação no pretérito ano.




































