ANGOLA REFORÇA INVESTIMENTO ENERGÉTICO E PREVÊ DUPLICAR CAPACIDADE ELÉCTRICA ATÉ 2027
Angola deverá atingir, até 2027, uma capacidade de cerca de 4 gigawatts de electricidade disponível, valor que representa o dobro da capacidade actual, estimada em 2 gigawatts.
Angola figura entre as dez principais economias africanas com maior investimento em infra-estruturas energéticas, apostando na combinação de fontes hídricas e renováveis para reforçar a produção de electricidade e impulsionar o desenvolvimento industrial.
Apesar deste crescimento, o documento destaca que a produção angolana permanece, em grande medida, isolada da rede energética regional africana.
Esta limitação tem motivado a Corporação Financeira Africana (AFC) a intensificar o financiamento de projectos de infra-estruturas que promovam a integração e complementaridade entre os sistemas energéticos nacionais.
Neste contexto, a AFC reforça a realização da cimeira “A África que Construímos” 2026, organizada em parceria com o Governo do Quénia e sob o alto patrocínio do Presidente William Ruto. O evento, subordinado ao tema “As Infra-estruturas como Motor da Industrialização”, reúne centenas de delegados provenientes de 48 Estados-membros.
O relatório foi apresentado pela economista-chefe e directora de Pesquisa e Estratégia da AFC, Rita Babihuga-Nsanze.
Rita Babihuga-Nsanze salientou que, apesar dos avanços, persistem desafios estruturais significativos. Entre estes, destacam-se as dificuldades na produção, distribuição e acesso equilibrado à electricidade, tanto para o sector industrial como para as famílias.
A aposta contínua de Angola no sector energético é vista como um passo fundamental para o fortalecimento da sua economia e para a promoção de uma maior integração energética no continente africano.
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