ESTADOS UNIDOS DEIXAM A OMS E RECUSAM PAGAR DÍVIDAS SUPERIORES A 260 MILHÕES DE DÓLARES

Os Estados Unidos da América retiraram-se oficialmente da Organização Mundial da Saúde (OMS) e recusam-se a liquidar um montante superior a 260 milhões de dólares, referente a dívidas acumuladas nos anos de 2024 e 2025.

Imagem: Gaceta Médica

A decisão entrou em vigor esta quinta-feira, 22 de Janeiro, depois de o Presidente Donald Trump, no início do seu mandato, em Janeiro do ano passado, ter anunciado a possibilidade de retirada do país deste organismo afecto às Nações Unidas, alegando tratamento injusto por parte da instituição.

Segundo normas da Organização das Nações Unidas, qualquer Estado-membro é livre de permanecer ou abandonar um organismo do sistema da ONU. No entanto, antes da formalização da saída, os países são obrigados a regularizar as dívidas pendentes.

“Há inúmeros exemplos, tanto recentes como históricos, das deficiências da OMS, mas a conclusão é que pagámos, confiámos e fomos desiludidos. A organização falhou e não assumiu responsabilidades”, afirmou um responsável norte-americano ligado ao sector da saúde, citado pela agência EFE.

O mesmo responsável acrescentou que os Estados Unidos continuarão a cooperar directamente com países e Ministérios da Saúde, tal como têm feito há décadas, reforçando relações bilaterais “mutuamente benéficas e respeitadoras da soberania nacional”.

Ainda esta quinta-feira, um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano declarou que a incapacidade da OMS em conter, gerir e partilhar informações custou aos Estados Unidos biliões de dólares. Segundo a mesma fonte, o Presidente exerceu a sua autoridade para suspender futuras transferências de fundos, apoios ou recursos do Governo norte-americano à organização.

“O povo americano já pagou mais do que o suficiente a esta organização. O impacto económico sofrido é incomparavelmente superior a qualquer pagamento inicial de obrigações financeiras para com a OMS”, concluiu.

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