PAÍSES EUROPEUS RECUSAM PEDIDO DE TRUMP PARA PATRULHAR ESTREITO DE ORMUZ ENQUANTO ISRAEL AMPLIA OFENSIVA TERRESTRE NO LÍBANO

A guerra no Oriente Médio entrou na terceira semana nesta segunda-feira (16), sem sinais de cessar-fogo. Israel e Irã voltaram a trocar bombardeios, enquanto países do Golfo denunciaram novos ataques iranianos. Ao mesmo tempo, países europeus recusaram um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios de guerra ao Estreito de Ormuz, temendo uma escalada ainda maior do conflito.

Imagem: Expresso

A tensão aumentou depois de Israel intensificar os ataques contra alvos no Irã e também ampliar as operações militares no sul do Líbano contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã. As forças israelitas lançaram novas operações terrestres limitadas para atingir infra-estruturas e posições militares do movimento armado.

Segundo autoridades israelitas, a ofensiva tem como objectivo reduzir as capacidades militares do Hezbollah e afastar as ameaças contra comunidades no norte de Israel. Entretanto, os combates e bombardeamentos já provocaram centenas de mortos e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas no Líbano.

Paralelamente, a crise marítima no Estreito de Ormuz agravou-se. O Irã tem ameaçado restringir a navegação na região, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Em resposta, o presidente norte-americano Donald Trump pediu apoio de aliados para patrulhar a via marítima e garantir a circulação de navios petroleiros.

No entanto, vários países europeus incluindo Reino Unido, Alemanha, Itália e Grécia recusaram enviar navios militares, afirmando que uma presença militar maior poderia provocar uma escalada directa do conflito com o Irã. Em vez disso, líderes europeus defendem uma solução diplomática para reabrir a rota marítima.

Além dos confrontos entre Israel e Irã, ataques com drones e mísseis também atingiram países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentando a instabilidade na região e afectando infra-estruturas energéticas.

Com a continuidade dos bombardeamentos e a ausência de negociações concretas, analistas internacionais alertam que o conflito pode prolongar-se e ter impacto directo no mercado global de petróleo e na segurança internacional.

LEIA TAMBÉM: EMPATE ENTRE PETRO E WILIETE REACENDE POLÉMICA SOBRE ARBITRAGEM NO GIRABOLA