INSTITUIÇÕES ACADÉMICAS VISITAM EXPOSIÇÃO QUE RESGATA HISTÓRIA MILITAR DE ANGOLA
Responsáveis de instituições do ensino superior visitaram, em Luanda, a exposição “Caminhos de Fogo, Horizontes de Paz”, uma iniciativa que resgata a história das operações militares em Angola e reforça o papel da memória histórica na formação académica e na construção do patriotismo.
O Museu Nacional de História Militar foi recentemente palco de uma imersão profunda na história contemporânea angolana, com a apresentação da exposição “Caminhos de Fogo, Horizontes de Paz” a responsáveis de instituições do ensino superior público.
A iniciativa, promovida pela Casa Militar da Presidência da República, resulta de mais de uma década de investigação, e procura preservar a memória das operações militares realizadas entre 1975 e 2002.
Coordenado pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar, Francisco Furtado, o projecto reúne mais de 140 entrevistas a antigos combatentes, constituindo uma base sólida de testemunhos directos.
Segundo o responsável, a escassez de arquivos documentais, como mapas e correspondências extraviadas ao longo dos anos, tornou indispensável a recolha de relatos orais, transformando os protagonistas da história nas principais fontes de reconstrução dos acontecimentos.
O trabalho contou ainda com a colaboração de instituições e associações internacionais ligadas a veteranos de países como Cuba, Rússia e África do Sul, garantindo maior rigor histórico e diversidade de perspectivas.
Para Francisco Furtado, trata-se de uma obra em permanente construção, aberta à participação de todos quantos possam contribuir com testemunhos que enriqueçam a narrativa histórica nacional.
Durante cerca de uma hora, reitores, presidentes de institutos superiores e directores de faculdades percorreram a exposição, tendo contacto directo com relatos de guerra que combinam emoção e conhecimento.
A experiência sensorial proporcionada, permitiu revisitar episódios marcantes do conflito armado que culminou com a conquista da paz em 2002, num exercício de reflexão colectiva sobre o percurso do país.
No final da visita, o ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes, sublinhou o valor pedagógico da iniciativa, considerando-a um instrumento essencial para o reforço do patriotismo e da consciência histórica entre os estudantes. Defendeu, por isso, a necessidade de integrar conteúdos desta natureza nos currículos académicos desde os níveis iniciais de ensino.
Na mesma linha, o presidente do Conselho de Direcção da Universidade Agostinho Neto, Alfredo Maria de Jesus Paulo, destacou a relevância da exposição como fonte de estudo para a história recente de Angola, permitindo compreender os processos e desafios que conduziram à consolidação da paz.
Mais do que um registo do passado, “Caminhos de Fogo, Horizontes de Paz” afirma-se como um instrumento de construção identitária, promovendo o diálogo entre gerações e reforçando o compromisso com a unidade nacional.
A iniciativa insere-se, assim, num esforço mais amplo de valorização da memória histórica, essencial para a consolidação de uma cultura de paz e desenvolvimento sustentável em Angola.





































