QUANDO A JUSTIÇA FALHA O SOFRIMENTO PREVALECE JUIZ ORDENA DESPEJO

O Juiz do Tribunal da Comarca de Belas (TCB), está a ser acusado de ordenar injustamente o despejo de uma família no município do Kilamba Kiaxi, província de Luanda.

Imagem: Angelino Katchama

Numa altura em que o relógio marcava 15h00, era visível uma moldura humana que assistia uma família constituída por sete membros a ser despejada por ordem do Juiz do Tribunal da Comarca de Belas (TCB).

Yara Manuela que se diz proprietária da residência, acusa o Juiz do TCB de estar a agir de ‘‘má fé’’, tendo em conta, a situação que vive nesta altura.

A jovem de aproximadamente, 40 anos, lançou duras críticas às autoridades devido atitude apresentada, que no seu entender é reprovável.

"Está casa é nossa, eu não a posso deixar, aliás, onde eu vou com os meus filhos?’’, questionou Yara. 

A lesada, após ser questionada sobre a referida situação, de forma resumida avançou não saber o que fazer uma vez que o seu esposo está sob tutela da Polícia Nacional.

‘‘Quando eles retiraram as minha coisas de casa,também desapareceu 800 milhões e 600 mil kwanzas’’, afirmou a vítima. 

Por outro lado, Yara assegura ainda que a "JUSTIÇA NÃO FAZ SENTIDO"

A cidadã, visivelmente abalada após o triste episódio, disse ao Ponto de Situação que não existem razões para o seu marido estar detido, porém, considera-se proprietária legítima da residência de onde foi retirada, bem como do estabelecimento que está a ser alvo de assalto.

Durante uma entrevista exclusiva, cedida ao Ponto de Situação a jovem, mãe de seis filhos, revelou não ter outro lugar para passar a noite com os filhos.

‘‘Eu não tenho para onde ir com os meus filhos a não ser dormir mesmo aqui na rua’’, disse.

Sem outra opção, a mulher do cidadão identificado por ‘‘Grua”, que no exacto momento encotrava-se sob custódia das autoridades, acusa o juiz de proceder de forma negativa. ‘‘Não seria assim, mas só nos resta suportar’’, concluiu.

Os cidadãos ouvidos pelo Ponto de Situação garantiram que a atitude apresentada pela as autoridades não fazia sentido.

Entre a certeza e a dúvida, Yara Manuela, lamentou a realidade que estava a vivenciar, todavia, afirmou não deixar sua casa por nada e garantiu lutar até ao fim.

‘‘Eu não sei que tipo de Juíz é este senhor’’

Informações avançadas ao Ponto de Situação, ditam que o caso já dura há dois anos, com o processo n° 180/2025 - D e, no entanto, sem êxito para aquela que se diz proprietária.