CAPITAL HUMANO AFIRMADO COMO ACTIVO ESTRATÉGICO PARA O FUTURO DE ANGOLA

O ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, defendeu, em Luanda, que o capital humano deve ser tratado como um activo estratégico nacional, essencial para transformar políticas públicas em resultados concretos e impulsionar o desenvolvimento económico e social do país.

Imagem: CIPRA

A posição foi apresentada esta terça-feira, 24, na abertura do fórum “Angola Human Capital at a Glance”, iniciativa promovida pelo Gabinete de Quadros do Presidente da República, que reuniu decisores públicos, parceiros internacionais e representantes do sector privado.

Na sua intervenção, o governante sublinhou que o futuro de Angola depende, em larga medida, da capacidade de investir nas pessoas, defendendo um alinhamento mais eficaz entre os sistemas de formação e as necessidades reais da economia.

Segundo afirmou, o país apenas concretizará plenamente o seu projecto de desenvolvimento se conseguir mobilizar, qualificar e integrar o capital humano na dinâmica de transformação económica e social.

Apesar de reconhecer o papel central do Estado, Victor Hugo Guilherme salientou que o desenvolvimento do capital humano deve ser partilhado com o sector privado, apelando a uma maior participação das empresas na formação de quadros.

Para o ministro, esta aposta não deve ser encarada apenas como responsabilidade social, mas como uma decisão estratégica para garantir sustentabilidade, produtividade e crescimento empresarial.

O titular da pasta do Planeamento destacou ainda a relevância dos parceiros internacionais, como o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e a International Finance Corporation, no apoio à implementação de políticas alinhadas com os objectivos nacionais e globais de desenvolvimento.

No plano interno, o governante chamou a atenção para o potencial da população jovem angolana, considerando-a uma oportunidade estratégica para a construção de uma sociedade mais inclusiva e sustentável. Contudo, advertiu que esse potencial exige investimentos consistentes em sectores como a educação, a saúde e a produção de conhecimento.

Por sua vez, o director do Gabinete de Quadros do Presidente da República, Edson Barreto, referiu que o país necessita de uma actuação coordenada, assente em quatro pilares fundamentais: visão estratégica, articulação entre sectores, continuidade das políticas e compromisso partilhado entre o Estado e o sector privado.

O fórum surge na sequência da Conferência Nacional sobre o Capital Humano, realizada em Agosto de 2025 e presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, e teve como principal objectivo a apresentação do Plano de Desenvolvimento do Capital Humano de Angola 2023–2037.

Durante o encontro, foram também assinados memorandos de entendimento entre o Estado e parceiros estratégicos, incluindo a Sociedade Mineira de Catoca, reforçando o compromisso com a promoção do talento nacional e a qualificação de quadros.

O evento serviu igualmente como plataforma de mobilização para a apresentação de oportunidades concretas de investimento, abrangendo desde projectos estruturantes até iniciativas de curta duração, como programas de apoio a mestrados e doutoramentos, visando fortalecer a competitividade e a credibilidade institucional de Angola no panorama internacional.