DESCENTRALIZAÇÃO VOLTA AO CENTRO DO DEBATE POLÍTICO EM ANGOLA APÓS CRÍTICAS DE ABEL CHIVUKUVUKU
O presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, criticou a centralização do poder no país, defendendo a implementação efectiva da descentralização como condição essencial para o desenvolvimento sustentável, maior inclusão política e transparência na governação.
Segundo o líder político, a permanência de um único partido no controlo das diferentes esferas da administração pública compromete a diversidade de ideias e limita a participação cidadã.
De acordo o Correio da Kianda, o dirigente do PRA-JA Servir Angola, a actual configuração do aparelho do Estado, onde o Governo central, as administrações provinciais e municipais são maioritariamente dirigidas por membros do mesmo partido, fragiliza os princípios democráticos e dificulta a fiscalização efectiva dos actos de governação.
Para Chivukuvuku, esta realidade cria um ambiente pouco favorável à transparência e à responsabilização.
O político defende que a descentralização administrativa e política não deve ser vista apenas como uma reforma estrutural, mas como um instrumento estratégico para aproximar o poder dos cidadãos.
Na sua perspectiva, a implementação das autarquias permitiria uma gestão mais eficiente dos recursos públicos, ajustada às necessidades específicas de cada região, promovendo assim um desenvolvimento mais equilibrado no território nacional.
As declarações surgem num momento em que o país continua a discutir a conclusão do pacote legislativo autárquico, considerado fundamental para a institucionalização do poder local. Este processo, há muito aguardado, é apontado por analistas como uma etapa decisiva para o fortalecimento da democracia participativa e para a criação de novas dinâmicas de governação.
Entretanto, o debate sobre a descentralização permanece sensível no cenário político angolano, dividindo opiniões entre aqueles que defendem uma implementação gradual e os que exigem maior celeridade no processo.
Para Chivukuvuku, adiar esta reforma representa um risco para o desenvolvimento do país, sublinhando que a inclusão de diferentes forças políticas na gestão pública é essencial para garantir equilíbrio, inovação e confiança nas instituições.
A discussão promete continuar a marcar a agenda política nacional, à medida que cresce a pressão para que o país avance de forma concreta rumo a um modelo de governação mais descentralizado e participativo.





































