CLUBE MKV FORMA MAIS DE 300 MULHERES EM ANGOLA APÓS CELEBRAR 7 ANOS DE EXISTÊNCIA
A presidente do Clube de Mulheres Mais do Que Vencedoras (MKV), Beatriz Neto Silva, afirmou nesta sexta-feira, 12, no bairro Alvalade, município da Maianga, que o projecto já formou mais de 300 mulheres no país, com programas voltados para capacitação profissional e inserção social.
O workshop de celebração dos 7 anos da associação teve início na quinta-feira, às 09h00, numa unidade hoteleira da zona do Alvalade e contou com a participação de diversas figuras angolanas, entre elas: Cónego Antero Beji dos Reis, Alda Alves, Ana Defende, Ana Silva, Susana Miguel, Ana Cristina Cangombe, Zahira de Assunção, Lurdes Kaposso e Beatriz Silva.
Durante o evento, o padre Cónego Beji dos Reis destacou a importância da mulher como motor do desenvolvimento social.
“Assim como uma mãe se alegra ao dar à luz, devemos alegrar-nos com o desenvolvimento de uma mulher, pois tudo depende dela”, afirmou o líder religioso.
“Formamos mais de 300 mulheres em Angola e apoiamos lares de terceira idade e, hoje, entramos nas universidades com a finalidade de continuar a formar mulheres”, disse Beatriz Silva em declarações ao Portal Ponto de Situação.
A visão do MKV para as adolescentes em Angola

Em Luanda, várias adolescentes entre os 14 e os 17 anos abandonaram a prostituição graças à intervenção do MKV, que procura transmitir valores de cidadania e responsabilidade social. O projecto actua em diversas províncias do país, oferecendo formações profissionais a mulheres de diferentes idades e contribuindo para a transformação pessoal e comunitária.
Ao longo dos sete anos de existência, o MKV já recebeu vários prémios de liderança, reconhecimento pelo trabalho consistente e pelo impacto social gerado. Para 2026, a associação pretende continuar a liderar com ética e propósito, reforçou Beatriz Silva.
“Hoje estou muito feliz. Posso afirmar que o nosso esforço valeu a pena”, declarou, visivelmente emocionada.
A deputada Lurdes Kapossola destacou a trajetória do MKV como um exemplo de compromisso social e de desenvolvimento para o país, enfatizando a contribuição contínua da associação.
Ana Cristina Cangombe, empresária formada na área de tecnologia, partilhou a sua experiência e incentivou a juventude a empreender.
“Empreender em Angola exige coragem e determinação. O mais importante não é trabalhar na área em que fomos formados, mas ter a capacidade de inovar e criar oportunidades. Nunca pensei em ser empresária, mas a vida é feita de escolhas”, afirmou.
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