ENCHENTES NA INDONÉSIA DEIXAM 14 MORTOS E QUATRO DESAPARECIDOS
Pelo menos 14 pessoas morreram após serem arrastadas por enchentes repentinas em Sulawesi no Norte da Indonésia, informou um oficial nesta terça-feira,6), enquanto as buscas pelos desaparecidos continuam.
Fortes chuvas na madrugada de segunda-feira, 5, provocaram enchentes repentinas na ilha de Siau, localizada na região de Siau Tagulandang Biaro, disse Nuriadin Gumeleng, porta-voz da agência de resgate local.
Dezesseis socorristas foram mobilizados para procurar quatro pessoas que permanecem desaparecidas nesta terça-feira, disse Gumeleng à agência de notícias Reuters, acrescentando que 18 pessoas ficaram feridas até o momento.
"Continuamos coletando informações de moradores locais, caso haja mais desaparecidos", afirmou.
Até esta terça-feira, as principais estradas nas áreas afectadas ainda estavam cobertas por pedras, detritos e lama espessa, disse Gumeleng.
Pelo menos 444 pessoas foram mobilizadas para escolas e igrejas locais após as enchentes, disse o porta-voz da agência nacional de mitigação de desastres, Abdul Muhari, em um comunicado.
As autoridades mobilizaram escavadeiras para desobstruir as estradas bloqueadas por destroços e lama, acrescentou.
As enchentes também destruíram centenas de casas e prédios governamentais, afirmou o governador de Sulawesi do Norte, Yulius Selvanus.
As enchentes repentinas ocorreram no auge da estação chuvosa na ilha de Sulawesi, conforme previsto pela agência meteorológica da Indonésia.
Espera-se que as ilhas de Java, Sulawesi, Maluku e Papua atinjam o pico da estação chuvosa em Janeiro e Fevereiro deste ano, aumentando os riscos de enchentes, segundo a agência meteorológica.
Em outras partes da Indonésia, como Sumatra e Bornéu, as chuvas atingiram seu pico em Novembro e Dezembro do ano passado.
Em Novembro passado, enchentes e deslizamentos de terra causados por ciclones mataram mais de mil pessoas em Sumatra, e centenas ainda estão desaparecidas. Grupos ambientalistas afirmam que o desmatamento ligado à mineração e à exploração madeireira agravou o impacto das inundações.




































