DE RIVAIS A IRMÃOS: PROJECTO “STOP RIXA” TRANSFORMA VIDAS E SEMEIA PAZ EM CACUACO
Num gesto que transcende a segurança pública e toca o coração da reconciliação, a Polícia Nacional de Angola e o projecto comunitário “STOP RIXA” uniram jovens outrora divididos pela violência no bairro Belo Monte, município de Cacuaco. A iniciativa devolve esperança e prova que é possível trocar o caminho das rixas por oportunidades de vida digna.
O dia 4 de Abril de 2026, data já simbólica para a paz em Angola, ganhou um novo significado em Cacuaco. No bairro Belo Monte, jovens que antes se enfrentavam em confrontos violentos deram um passo histórico rumo à reconciliação, numa acção marcada pela emoção, abraços e promessas de mudança.
À frente desta transformação esteve o superintendente-chefe Adriano Epomba, que, em representação da Polícia Nacional, reforçou o compromisso de uma polícia mais próxima, humana e orientada para a prevenção. Mais do que impor autoridade, a presença da corporação simbolizou apoio, escuta e confiança.
Mas o verdadeiro motor desta mudança nasce da própria juventude. O projecto “STOP RIXA”, liderado pelo músico Leopoldino Silva de Almeida, surge como um grito de basta à violência e um convite à reconstrução de vidas. Conhecido artisticamente como “Chilola”, o mentor tem usado a sua influência para mobilizar jovens a abandonarem as rixas e abraçarem o diálogo, o respeito e o desenvolvimento pessoal.

O ponto alto da actividade foi o lançamento de um ciclo de formação técnico-profissional intensivo e gratuito, que teve início no dia 6 de Abril, em quatro pontos estratégicos do município. Para muitos destes jovens, trata-se da primeira oportunidade concreta de adquirir competências e vislumbrar um futuro longe do crime.
A iniciativa contou ainda com a presença do director nacional da Juventude, José Mateus, entre outras entidades, num claro sinal de que a transformação social exige união entre o Estado e a sociedade civil.
O ambiente vivido no local foi de verdadeira mudança. Onde antes havia tensão, hoje ecoam palavras de reconciliação. Onde existiam rivalidades, surgem agora laços de convivência e respeito mútuo.
Para a Polícia Nacional, esta acção reforça a ideia de que a segurança não se faz apenas com repressão, mas também com inclusão, diálogo e oportunidades. É a prova de que, quando o Estado estende a mão e a juventude aceita o desafio, realidades podem ser transformadas.
Em Cacuaco, nasce assim uma nova história, uma história onde a paz deixa de ser apenas um ideal e passa a ser vivida no dia-a-dia. Umas histórias onde jovens deixam de ser protagonistas de conflitos para se tornarem construtores do seu próprio futuro.





































