MINSA PROMOVE ‘CAFÉ ONCOLÓGICO’ PARA REFORÇAR HUMANIZAÇÃO NO COMBATE AO CANCRO EM ANGOLA
O Ministério da Saúde realizou, esta terça-feira, 31, em Luanda, o “Café Oncológico”, uma iniciativa que marca o encerramento do Mês da Mulher e da Luta contra o Cancro, reunindo pacientes, especialistas e responsáveis institucionais num espaço de partilha, reflexão e reforço da humanização no atendimento oncológico.
Numa altura em que o cancro continua a representar um dos maiores desafios de saúde pública em Angola, o Ministério da Saúde (MINSA) promoveu o “Café Oncológico”, um encontro que vai além do simbolismo institucional para colocar no centro do debate a dignidade humana no tratamento da doença.
O evento que decorreu no Auditório do Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda, surge como corolário de um processo de rastreio oncológico realizado entre 13 e 31 de Outubro de 2025, que abrangeu mais de três mil mulheres. Deste universo, 43 casos positivos foram identificados em fase precoce, um dado que especialistas consideram crucial para aumentar significativamente as possibilidades de tratamento eficaz e sobrevivência.
A iniciativa foi promovida pelo Gabinete de Ética e Humanização do MINSA, refletindo uma abordagem que procura integrar ciência, sensibilidade e responsabilidade social no combate à doença.
Ao reunir 53 pacientes, membros do Conselho de Direção e representantes das direções femininas do sector, o encontro pretende criar um ambiente de escuta activa e valorização das experiências individuais.
A cerimónia foi presidida pela Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, cuja presença sublinha o compromisso do Executivo com políticas públicas orientadas para a prevenção, diagnóstico precoce e humanização dos serviços de saúde.
Sob o lema “Cuidar com Alma”, o programa contempla momentos de reflexão ética sobre o cuidado oncológico, partilha de testemunhos reais no painel “Histórias que Inspiram” e intervenções da equipa de psicologia, com foco na autoestima e no bem-estar emocional das pacientes. A inclusão de actividades simbólicas, como a demonstração de lenços, reforça a dimensão humana e solidária da iniciativa.
Mais do que um evento pontual, o “Café Oncológico” evidencia a necessidade de consolidar estratégias de saúde pública centradas na pessoa, onde o tratamento clínico é acompanhado por suporte psicológico e social. A aposta no rastreio precoce, aliada à humanização dos serviços, surge como uma via essencial para reduzir o impacto do cancro no país.
Com a participação de representantes do Executivo, do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) e de mulheres directamente beneficiadas pelos programas de rastreio, o encontro reafirma o papel da mulher não apenas como paciente, mas como agente activa na luta pela saúde, dignidade e qualidade de vida.
Num contexto em que os sistemas de saúde enfrentam desafios estruturais, iniciativas como esta demonstram que o cuidado integral, que combina técnica, empatia e proximidade, pode ser determinante na construção de respostas mais eficazes e humanas frente ao cancro.





































